Com perda de receita prevista em R$ 51,4 milhões neste ano, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) demitiu funcionários de várias atividades ligadas ao Sistema Findes – que inclui entidades como o Sesi e Senai.
Segundo a reportagem apurou, cerca de 200 trabalhadores foram demitidos. De acordo com a Findes, a maioria deles são de atividades não ligadas à educação. Aos funcionários atuais, foi aplicada a redução de jornada em até 25%, ou suspensão de contratos.
Conforme nota divulgada pela federação, além da queda nas receitas de serviços, os cortes se deram em função da Medida Provisória 932, que reduziu em 50% os repasses para o Sistema S, dentre eles, o Sesi e o Senai.
“A crise que vivemos é sem precedentes, e as medidas tomadas pelos governos, em todas as esferas, para reduzir o impacto junto ao setor privado, estão aquém do necessário”, afirmou a entidade.
Entretanto, a Findes destacou que não fechará unidades do Sesi e Senai no Estado, mantendo os serviços prestados.
“Os colaboradores desligados contarão com extensão de três meses no plano de saúde e dois meses de ticket alimentação”, informou a federação.
Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional do Espírito Santo (Senalba-ES), Vandercy Soares Neto, o órgão tentará reverter as demissões.
“A Findes, desde o início dos efeitos da pandemia, alegou necessidade de demitir devido a queda de receita. A ideia inicial era demitir cerca de 400, por isso, acreditamos que não deva parar por aí”, disse Vandercy.
Ainda segundo o presidente do Senalba-ES, houve demissão de docentes. “Tivemos conhecimento de muitos docentes, demitidos principalmente na escola da Beira Mar, em Vitória, que é a maior”.
