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Motoboys fazem protesto por melhores condições de trabalho

Responsáveis por uma atividade essencial nesse período de pandemia, motoboys da Grande Vitória que prestam serviço para o aplicativo de entrega de ...

Motoboys reclamam sobretudo do custo da maquininha de cartão, que precisa ser adquirida junto ao aplicativo.

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Responsáveis por uma atividade essencial nesse período de pandemia, motoboys da Grande Vitória que prestam serviço para o aplicativo de entrega de comida Ifood vão fazer hoje um protesto pedindo melhores condições de trabalho e de remuneração.

Motoboys reclamam sobretudo do custo da maquininha de cartão, que precisa ser adquirida junto ao aplicativo. (Foto: Dayana Souza/AT)

O movimento prevê a participação de dezenas de entregadores de forma presencial, em seus veículos, por volta das 10h na região entre a Praça do Papa e a subida da Terceira Ponte, em Vitória.

Além deles, outros entregadores vão protestar, mantendo o aplicativo desligado por duas horas, não aceitando assim pedidos de entregas nesse período.

Segundo os entregadores, os problemas começaram nos últimos seis meses e, nesse período, os ganhos mensais caíram cerca de 40%. Entre os motivos, estariam o fim das promoções, o aumento na distância dos deslocamentos e a obrigatoriedade de comprar os equipamentos de trabalho por conta própria.

“As taxas das corridas estão muito baixas e somos obrigados a comprar todos os equipamentos, como a bag (bolsa), maquininha de cartão, suporte para celular, etc.”, afirma Lucas Santos Freitas, motoboy há dois anos.

“Agora o aplicativo nos coloca para atender entrega de oito, 10 quilômetros de distância, sendo que não estamos recebendo pelo deslocamento até o estabelecimento”, completa Lucas, que é um dos líderes do movimento.

Um dos itens mais caros, segundo os motoboys, é a maquininha de cartão, que custa aproximadamente R$ 700, e tem que ser adquirida junto ao próprio Ifood.

Entregador motorizado há quatro anos, Rubens José dos Santos reclama também da falta de canais de comunicação entre os trabalhadores e o setor de gestão do aplicativo de entregas.

“Temos colegas que acabam atrasando a entrega porque ficaram parados em blitze, por exemplo, ou então por atraso do próprio estabelecimento comercial durante o preparo da refeição, mas a culpa recai sobre o entregador, que não tem como se reportar ao Ifood e explicar a situação e são punidos sendo inativados no aplicativo”.

Ajuda com equipamentos

  • Os entregadores alegam que passaram a atender entregas com deslocamentos de até 10 quilômetros entre restaurante e o cliente e que não estariam recebendo por isso.As taxas das corridas estão muito baixas, segundo eles.
  • Os motoboys afirmam que têm de pagar por todo o equipamento usado, como as bags, maquininha de cartão, suporte para celular, etc.
  • Os atrasos nas entregas estão sendo responsabilizados aos entregadores, mesmo quando a demora é por culpa do restaurante
Fonte: Motoboys entrevistados.

O outro lado

Sem redução no valor da entrega

O Ifood afirma que não houve redução no valor das entregas, calculado por fatores como a distância, cidade e dia da semana, e que os entregadores ficam sabendo do valor antes de aceitar ou declinar.

Em abril, 61% dos entregadores recebeu R$ 19 ou mais por hora (o valor mínimo por rota é de R$ 5) e que os ganhos mensais aumentaram 36% em abril.

Sobre o material, o Ifood fazia distribuições pontuais, mas foram suspensas durante a pandemia.
“Entregadores inativados podem pedir análise do caso no e-mail [email protected]”, informou a empresa.
 

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