
Ambas são ex-servidoras da Secretaria Estadual de Educação (Sedu). Amanda, moradora de Vitória, foi professora substituta de Biologia do ensino médio entre agosto de 2019 e fevereiro deste ano. Além do vínculo seguir ativo na Carteira de Trabalho Digital, o cargo ocupado consta como presidente da República.
“Pedi o auxílio em 7 de abril. No dia 22 recebi a resposta ‘inconclusiva’. Então entrei no Carteira de Trabalho Digital e descobri esse erro bizarro no meu registro”, relata a professora, de 25 anos, que mora em Santa Tereza, na Capital.
Ainda constam na carteira dois empregos que ela nunca ocupou: carregadora de aeronaves, em 2013, em Macaé (RJ); e demolidora de edificações, no Recife (PE), entre 2014 e 2016. “Nessa época eu ainda estava na faculdade”, explica a professora.
Amanda tentou contato por telefone com a Sedu, mas não recebeu atendimento. Além dela, sua mãe, também desempregada, aguarda resposta do auxílio. “É revoltante. Não faz sentido algum o sistema possuir o cargo de presidente da República como opção”.
A “presidente” Amanda diz que mudaria muitas coisas no País. “Ajudar as pessoas, melhorando o acesso ao auxílio. Defenderia o isolamento, teria feito o ‘lockdown’, pois o número de infectados só aumenta. E investiria na saúde”.
O Ministério da Economia afirmou que a responsabilidade pelos dados cabe ao empregador, no caso a Sedu. A Secretaria Estadual de Gestão e Recursos Humanos (Seger) informa que a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), com base de 2019, foi enviada ao Ministério do Trabalho em abril.
A Seger informou que em 2019 foi detectado que não havia uma parametrização quanto ao preenchimento, criando códigos diferentes das ocupações dos servidores, e os ajustes foram feitos.
O ex-servidor com problemas quanto à ocupação pode enviar e-mail para [email protected].