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Pote de esperança para os vizinhos

Para estes dias de pandemia, qual a mensagem que você gostaria de ouvir? Foi pensando em todos os problemas que a Covid-19 tem causado na vida da ...

Com máscaras de proteção, Alana e Hanally levam bilhetes aos vizinhos

Última atualização

Com máscaras de proteção, Alana e Hanally  levam bilhetes aos vizinhos (Foto: Leone Iglesias/AT)Para estes dias de pandemia, qual a mensagem que você gostaria de ouvir? Foi pensando em todos os problemas que a Covid-19 tem causado na vida da população que duas amigas tiveram a ideia de levar mensagens de esperança para seus vizinhos.

As amigas Hanally Cardoso Soares, de 9 anos, e Alana Régio Souza Santiago, 13, moram em Jardim Guadalajara, Vila Velha, e, apesar da pouca idade, perceberam que a pandemia estava deixando seus vizinhos abatidos.

“Nós observamos que as pessoas estão ficando para baixo com tudo isso e resolvemos animar quem passa pela nossa rua. Sei da pandemia e não fiquei muito assustada, porque meu pai disse que precisamos nos prevenir e tomar todos os cuidados, mas sem pânico. Queremos que as pessoas saibam que tudo isso vai passar”, contou Hanally.

Alana relatou que, além das mensagens, elas também fazem um trabalho de conscientização para evitar o avanço do coronavírus.

“Colocamos as mensagens em um pote e resolvemos oferecer o álcool para que as pessoas que forem pegar uma mensagem façam a higienização das mãos. Essa foi a maneira que encontramos de ajudar as pessoas nesse momento”, afirmou Alana.

Nos bilhetes entregues, os vizinhos podem encontrar mensagens com os seguintes dizeres: “Não desista”, “Siga em frente”, “Vai passar” e “Acredite nos seus sonhos”.

Entre os vizinhos, o servidor público Adriano Roriz, 50, foi um dos que ficou tocado com a mensagem recebida.

“Moro há 25 anos no bairro e conhecia apenas a Alana de vista. Elas me abordaram e perguntaram se podiam entregar a mensagem. Eu fiquei emocionado com a frase ‘Não desista’. Essa mensagem faz todo sentido nestes dias”.

Para os pais de Hanally, o gari Diogo Soares, 35, e a dona de casa Charliane Cardoso Soares, 36, a atitude da filha reflete os ensinamentos que ela recebe em casa.

“Para mim, a atitude dela é esperada. Sempre a incluímos em ações sociais que participamos. Nós ficamos orgulhosos do que elas têm feito” , disse Diogo.

A mãe de Alana, a dona de casa Eugeniana Régio da Silva, 38, também ficou feliz com a ação da filha. “Sinto orgulho ao ver duas meninas que têm conhecimento sobre uma pandemia e decidirem levar uma palavra amiga”, comentou.

Patrícia Dummer, psicóloga (Foto: Divugação)“Estímulo para as crianças saírem mais fortes da situação”
  Patrícia Dummer, psicóloga

“A pandemia do coronavírus trouxe importantes reflexos no comportamento das famílias. Com o isolamento social, pais e filhos têm suas rotinas diárias interrompidas e, ao mesmo tempo, aproximadas pelo maior tempo juntos.

Além de dar conta do trabalho em casa e de auxiliar os filhos nas atividades escolares, muitos pais enfrentam a preocupação de as crianças serem afetadas emocionalmente, de forma negativa.

É importante salientar que as crianças devem ser orientadas sobre o que está acontecendo. De forma lúdica, os pais devem conversar sobre o assunto com os filhos. Mas é preciso buscar fontes de informações confiáveis e evitar expor as crianças ao excesso de notícias.

Mostre orientações de prevenção para reduzir o risco de infecção, de forma que a criança entenda a importância de sua atitude para o bem de todos. A criança tem maior capacidade de resiliência que o adulto. Por isso, devemos estimulá-las a serem capazes de saírem mais fortes dessa situação”.

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