Com oito votos favoráveis, quatro contrários e uma abstenção, os vereadores de Vitória aprovaram, na quarta-feira (6), projeto que diminui de 15 para oito o número de assessores em cada gabinete da Câmara.
A regra passa a valer para a nova legislatura, que inicia em 2021. A estimativa é de que também se reduza a verba de gabinete, de R$ 36.645,56 para R$ 29.000 mensais. A economia seria de mais de R$ 10 milhões num mandato de 4 anos.
Votaram a favor: Davi Esmael (PSD), Luiz Emanuel (Cidadania), Max da Mata (sem partido), Mazinho dos Anjos (PSD), Roberto Martins (Rede), Sandro Parrini (DEM), Vinicius Simões (Cidadania) e Wanderson Marinho (PSC).
Votaram contra: Dalto Neves (PDT), José Amaral (PHS), Luiz Paulo Amorim (PV) e Neuzinha (PSDB). Leonil Dias se absteve e Denninho Silva não compareceu. Ambos são do Cidadania. Já o presidente, Cleber Félix, só vota se houver empate.
Emenda de Davi Esmael também foi aprovada com a proposta. Ela obriga que metade dos assessores tenham curso superior.
Redução de salários
O projeto propondo a redução em 30% dos salários dos vereadores de Vitória foi a plenário no fim de abril. Porém, nada de final feliz para os moradores da Capital, que poderiam ver o dinheiro investido no combate ao novo coronavírus, assim como previa a proposta.
Sob a alegação de inconstitucionalidade, o projeto foi devolvido a seu autor, o vereador Roberto Martins (Rede) e foi praticamente sepultado. Como explicou o parlamentar, a proposta só poderia ser reapresentada em 2021 e não se sabe como estará, até lá, a proliferação do coronavírus.
Caso o projeto de redução dos salários fosse aprovado, a economia seria de R$ 40.348,05 mensais. Como cada vereador ganha R$ 8.966,26, a economia seria de R$ 2.689,87 por mês com cada um dos 15 parlamentares. Eles passariam a receber um salário de R$ 6.276,39.
