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Polícia

Julgamentos de assassinos podem demorar até 20 anos

O suspeito de sequestrar, violentar e matar a menina Thayná Andressa de Jesus Prado, de 12 anos, em 2017, foi morto sábado, quase três anos após o ...

Ademir foi assassinado sem ser julgado por morte de Thayná (destaque)

Última atualização

Ademir foi assassinado sem ser julgado por morte de Thayná (destaque) (Foto: Fábio Nunes - 13/11/2017 e Leone Iglesias - 21/06/2020)

O suspeito de sequestrar, violentar e matar a menina Thayná Andressa de Jesus Prado, de 12 anos, em 2017, foi morto sábado, quase três anos após o crime. Ademir Lucio Ferreira de Araújo foi assassinado dentro do presídio em Vila Velha, sem ser julgado.

Segundo especialistas, casos de homicídios podem demorar até 20 anos para serem julgados. Desde o momento em que os inquéritos são instaurados até a definição da sentença, as famílias demoram para ver a justiça ser feita.

“Um processo que julga um crime dessa natureza pode levar até 20 anos para que seja concluído. Considerando esses três anos do caso Thayná, pode-se dizer que ainda estaríamos em uma fase embrionária do processo”, explicou o advogado criminalista Rivelino Amaral.

Para o especialista, os processos caminham dentro de uma normalidade, obedecendo ordens de acontecimentos. A advogada criminalista Vanessa Vagas explica que, muitas vezes, precisam ser feitas muitas audiências durante o processo.

“Primeiro são ouvidas as testemunhas do Ministério Público, depois as de defesa e por fim o acusado. Por vezes, não ocorrem em uma audiência só, por diversos fatores, por exemplo, como testemunhas que não foram localizadas, ou não compareceram”.

Clemilda de Jesus, mãe de Thayná Andressa com os brinquedos preferidos da filha e sua foto no porta retrato (Foto: Leone Iglesias/ AT/ 21/06/2020)Em entrevista à reportagem de A Tribuna, a mãe de Thayná, Clemilda de Jesus, contou que, ao implorar uma explicação para um juiz sobre a demora do caso, recebeu como resposta que o acusado estava sem advogado e, portanto, não poderia ter julgamento.

Foi Clemilda quem encontrou o vídeo em que mostra a filha entrando no carro de Ademir. Com o vídeo, foi possível identificar a placa do veículo em que a menina entrou. A mãe entregou as imagens à polícia na época.

Entenda o caso

Crime

  • No dia 17 de outubro de 2017, Thayná Andressa de Jesus, de 12 anos, saiu de casa para ir a um supermercado no bairro Universal, Viana, a pedido da mãe. Uma câmera flagrou o momento em que ela foi abordada por um homem em um carro Gol.
  • O motorista chamou a atenção da menina, que se aproximou e conversou com ele por pouco mais de um minuto. Em seguida, a porta do carona se abriu e ela entrou.
  • O homem identificado pela polícia era Ademir Lúcio Ferreira de Araújo. Ele era suspeito de um estupro, três dias antes do sequestro de Thayná, e já havia respondido por outros crimes, como homicídio e furto.
  • No dia 10 de novembro, a polícia localizou uma ossada feminina de adolescente próximo a uma lagoa, no bairro Areinha, em Viana.
  • Um vestido também foi localizado próximo aos restos mortais. Segundo a família, o vestido era semelhante ao que Thayná usava no dia em que desapareceu.
  • No dia 13 de novembro, Ademir foi preso em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e voltou para o Estado.
  • No dia 5 de dezembro, um exame de DNA confirmou que a ossada encontrada era mesmo de Thayná.

Fonte: Polícia Civil e pesquisa AT.

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