O suspeito de sequestrar, violentar e matar a menina Thayná Andressa de Jesus Prado, de 12 anos, em 2017, foi morto sábado, quase três anos após o crime. Ademir Lucio Ferreira de Araújo foi assassinado dentro do presídio em Vila Velha, sem ser julgado.
Segundo especialistas, casos de homicídios podem demorar até 20 anos para serem julgados. Desde o momento em que os inquéritos são instaurados até a definição da sentença, as famílias demoram para ver a justiça ser feita.
“Um processo que julga um crime dessa natureza pode levar até 20 anos para que seja concluído. Considerando esses três anos do caso Thayná, pode-se dizer que ainda estaríamos em uma fase embrionária do processo”, explicou o advogado criminalista Rivelino Amaral.
Para o especialista, os processos caminham dentro de uma normalidade, obedecendo ordens de acontecimentos. A advogada criminalista Vanessa Vagas explica que, muitas vezes, precisam ser feitas muitas audiências durante o processo.
“Primeiro são ouvidas as testemunhas do Ministério Público, depois as de defesa e por fim o acusado. Por vezes, não ocorrem em uma audiência só, por diversos fatores, por exemplo, como testemunhas que não foram localizadas, ou não compareceram”.

Foi Clemilda quem encontrou o vídeo em que mostra a filha entrando no carro de Ademir. Com o vídeo, foi possível identificar a placa do veículo em que a menina entrou. A mãe entregou as imagens à polícia na época.
Entenda o caso
Crime
- No dia 17 de outubro de 2017, Thayná Andressa de Jesus, de 12 anos, saiu de casa para ir a um supermercado no bairro Universal, Viana, a pedido da mãe. Uma câmera flagrou o momento em que ela foi abordada por um homem em um carro Gol.
- O motorista chamou a atenção da menina, que se aproximou e conversou com ele por pouco mais de um minuto. Em seguida, a porta do carona se abriu e ela entrou.
- O homem identificado pela polícia era Ademir Lúcio Ferreira de Araújo. Ele era suspeito de um estupro, três dias antes do sequestro de Thayná, e já havia respondido por outros crimes, como homicídio e furto.
- No dia 10 de novembro, a polícia localizou uma ossada feminina de adolescente próximo a uma lagoa, no bairro Areinha, em Viana.
- Um vestido também foi localizado próximo aos restos mortais. Segundo a família, o vestido era semelhante ao que Thayná usava no dia em que desapareceu.
- No dia 13 de novembro, Ademir foi preso em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e voltou para o Estado.
- No dia 5 de dezembro, um exame de DNA confirmou que a ossada encontrada era mesmo de Thayná.
Fonte: Polícia Civil e pesquisa AT.
