
Testemunhas contaram que dois carros brancos, um deles um táxi, entraram no bairro por volta das 2h30. Dois suspeitos desceram do Chevrolet Prisma já atirando, a cerca de 25 metros de onde o adolescente estava. Depois que Adriano caiu, os assassinos foram até onde ele estava e descarregaram as armas.

Foi a própria família que contou à polícia que o adolescente estava envolvido com o tráfico há cerca de 1 ano de 2 meses. Com medo do que poderia acontecer com ele, os parentes tentavam aconselhar Adriano.
“Ele até ouvia sem reclamar, mas entrava por um ouvido e saía por outro. Falta de conselho não foi, mas ele preferiu escolher esse caminho, e a tendência é essa. Infelizmente a gente já esperava por uma situação assim. É mais um adolescente que se vai por causa das drogas”, desabafou um gari, de 62 anos, tio de Adriano. Ele preferiu não se identificar.
Segundo o gari, Adriano tinha passado por um livramento no dia 31 de maio deste ano, quando três jovens foram baleados no bairro, e um deles não resistiu. “Esse rapaz que morreu tinha ido lá na casa da mãe do Adriano chamar por ele, mas a mãe disse que ele estava dormindo. Uns 20 minutos depois aconteceu o tiroteio, ou seja, ele viveu um livramento, porque poderia estar ali no meio”, relatou.
Durante a manhã desta quinta, o policiamento no bairro estava reforçado, com viaturas rodando pelas ruas. Moradores contaram que o tráfico é intenso no bairro, especialmente na rua onde Adriano foi morto.