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Anúncio de reajuste provoca corrida por gás mais barato na Grande Vitória

O anúncio do reajuste no preço da botija de gás de cozinha gerou uma grande procura nas distribuidoras que ainda estão com estoque e trabalhando com ...

Última atualização

O anúncio do reajuste no preço da botija de gás de cozinha gerou uma grande procura nas distribuidoras que ainda estão com estoque e trabalhando com o valor antigo. A expectativa é de que nesta terça-feira (1) a botija pode ficar até R$ 5 mais cara para o consumidor final em alguns estabelecimentos.

O telefone não parou de tocar na manhã desta terça-feira (1º), em uma distribuidora do bairro Santa Mônica, em Vila Velha. “A demanda está demais hoje, a procura está muito grande. Estou vendendo a R$ 75 hoje porque ainda tenho estoque. A partir de amanhã, a botija estará R$ 78”, disse o proprietário Cristiano do Vale, que também é presidente do Sindicato das Revendedoras de Gás do Espírito Santo (Sinregás).

Em uma distribuidora de Bairro de Fátima, na Serra, a procura antes do reajuste começou ainda na segunda-feira (31). Para entrega no bairro, a botija está saindo a R$ 69,90. “A demanda está muito grande. Começou ontem devido o preço ter virado hoje. Abri hoje com meu depósito vazio”, disse o supervisor do depósito, Marcel Passamani.

Marcel explicou que a empresa optou por não repassar o reajuste para o consumidor final neste momento. “Apesar de termos comprado hoje já com o valor reajustado, ainda não vamos repassar para o consumidor final. É a política da empresa. Vamos aguardar porque além de ter uma oscilação entre os fornecedores nesses primeiros dias, tem mais dois reajustes previstos, um deles ainda neste mês de setembro”, explicou.

Já em uma distribuidora de Ariovaldo Favalessa, na Grande Santo Antônio, em Vitória, o aumento vai impactar no desconto que era dado aos clientes em caso de pagamento em dinheiro. “Nós vendemos a botija a R$ 75 no débito e R$ 78 no crédito, mas sempre damos R$ 5 no pagamento em dinheiro. Quando este reajuste chegar para a gente, teremos que cancelar este desconto”, disse Tássia Santana, proprietária da distribuidora.

Para Tássia, quem sofre com estes aumentos é o consumidor. “Infelizmente, temos que repassar uma parte deste aumento para o consumidor. A gente segura como dá, mas chega um ponto que não tem como”, lamentou.

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