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Aposentados trocam tempo livre por trabalho voluntário

Para ocupar o tempo livre e dedicá-lo ao bem do próximo, aposentados têm realizado trabalho voluntário. Para eles, a ação é benéfica tanto a quem ...

Arinda e Ibanês: atividades voltadas para o próximo mesmo na pandemia

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Arinda e Ibanês: atividades voltadas para o próximo mesmo na pandemia (Foto: Beto Morais/ AT)

Para ocupar o tempo livre e dedicá-lo ao bem do próximo, aposentados têm realizado trabalho voluntário. Para eles, a ação é benéfica tanto a quem recebe quanto a quem doa.

Alguns deles fazem parte de um projeto chamado Ação Solidária Adventista (ASA), uma iniciativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que desenvolve trabalhos assistenciais na comunidade. No Espírito Santo, o projeto conta com cerca de 2.300 voluntários.

A aposentada Ibanês de Lourdes Pereira, de 60 anos, é uma das participantes. Ela pratica trabalho voluntário desde 2012, quando distribuía pães a acompanhantes de pacientes nos hospitais. Desde 2017, quando se aposentou, vem dedicando-se mais ao projeto.

Entre as atividades que realiza estão arrecadação de pães e distribuição a pessoas em situação vulnerável. Ela já organizou um aniversário beneficente, em que conseguiu arrecadar 50 cestas básicas para doação em julho, e mobilizou um condomínio para arrecadar mantimentos na pandemia.

“Apesar de ser um trabalho voluntário, quando íamos aos hospitais, as pessoas esperavam por nós. Só que, agora, com a pandemia, distribuímos o que arrecadamos somente para famílias carentes, centros de dependentes químicos e abrigos de crianças, por exemplo. Não estamos indo aos hospitais”.

Outra participante da ASA é Arinda Rosa da Silva, de 75 anos. Ela passou a dedicar-se mais ao trabalho voluntário em 2012 e, desde então, ocupa parte do tempo para fazer e vender pães para comprar cestas básicas.

Ela também arrecada enxovais e kits de roupas e acessórios para bebês. Em todo Natal e Dia dos Garis, em maio, Arinda faz café da manhã para esses profissionais.

“Nessa pandemia, tenho trabalhado muito mais, porque tem mais pessoas necessitadas, doentes e acamadas. Estamos em uma situação muito delicada para as pessoas, e as menos favorecidas precisam de uma força”, afirmou.

Para o aposentado Nelson Luiz de Assis Milholi, de 74 anos, que também faz parte do projeto, é gratificante participar e ajudar, e envolve também uma motivação altruísta. “Há muitas pessoas necessitadas e que não têm alimentos, é importante atendê-las. E, ao ajudar ao próximo faz bem para quem doa e para quem recebe. Às vezes, até mais para a gente”.

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