Os gastos da União neste ano devem ser ampliados em mais R$ 100 bilhões com a prorrogação do auxílio emergencial por mais quatro meses. As informações são da Folhapress.
A prorrogação está prevista para ser anunciada nesta terça-feira (1º), com parcelas de R$ 300 até dezembro.
Com a despesa extra, o governo se aproxima de uma marca inédita de R$ 1 trilhão nas contas públicas em 2020.
Inicialmente, auxílio foi pensado pelo Ministério da Economia para ter a duração de três meses, com parcelas de R$ 200. Em março, as estimativas apontavam que o benefício chegaria a 20 milhões de trabalhadores informais, com um custo de R$ 15 bilhões aos cofres públicos.
Após pressão de parlamentares, o Congresso aprovou o pagamento de três parcelas de R$ 600 e a projeção de beneficiados saltou para 54 milhões. O custo total foi a R$ 98 bilhões.
Depois, o governo decidiu prorrogar a ajuda de R$ 600 por mais dois meses e o prazo já está chegando ao fim.
O Tesouro Nacional já liberou até agora R$ 254,4 bilhões para pagar 67 milhões de pessoas, o que equivale a quase um terço da população do país.
Uma projeção deita pela Instituição Fiscal Independente, órgão ligado ao Senado que monitora as contas públicas, aponta que sem a prorrogação do auxílio, o governo federal tem um déficit primário de R$ 877,8 bilhões.
O maior déficit registrado até agora foi em 2016, quando a diferença entre receitas e despesas primárias do governo ficou negativa em R$ 161,3 bilhões.