
Segundo o advogado de Pervaiz, Saif ul Malook, o condenado disse que seu chefe tentou convertê-lo ao islamismo, que é a religião oficial do país asiático. Malook disse que irá apelar da decisão em instâncias superiores. Entretanto, ele ressaltou que o processo pode demorar anos por conta da saturação do sistema judicial do país.
A blasfêmia é um assunto muito sensível no Paquistão, onde acusações sem provas de ofensas ao islã acabam em assassinatos e linchamentos.
De acordo com dados da comissão internacional norte-americana para liberdade religiosa, 80 pessoas foram presas por blasfêmia no Paquistão. Mais da metade já foi condenada à prisão perpétua ou à pena de morte. Entretanto, nenhuma pena foi executada.