O uso do mel de abelha como produto medicinal acompanha gerações em receitas caseiras. Afinal, não é difícil encontrar alguém que já tenha ouvido o conselho dos avós: “Toma mel que melhora”. Faltava apenas embasamento científico. Agora, não falta mais.
Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, conseguiram evidências que indicam que o mel age de forma eficaz contra resfriados, tosse e dor de garganta. E mais: a substância pode ser até mais poderosa do que os antibióticos.
O estudo foi realizado com 14 pesquisas envolvendo mais de 1.700 pessoas. Os resultados mostraram que as bactérias não criam resistência ao mel.
Os dados indicaram que a substância foi mais eficaz do que tratamentos comuns, especialmente a frequência e a gravidade da tosse. Também mostrou que os sintomas duraram de um a dois dias a menos para aqueles tratados com mel.
Um dos problemas é que o uso indiscriminado de antibióticos fortalece os microrganismos. “Como a maioria das infecções do trato respiratório superior são virais, a prescrição de antibióticos é ineficaz e inadequada”, relata os autores do estudo.
Com isso, o organismo tende a ficar dependente de um medicamento para se recuperar, mesmo se tratando de um simples resfriado. O estudo indica que quando microrganismos são expostos aos antibióticos, um grupo mais forte pode sobreviver. Já com o mel, isso dificilmente acontece.
Isso porque as qualidades antibacterianas do néctar de flores processado pelos insetos são atribuídas em grande parte às enzimas da saliva da abelha, mas também à acidez alta da substância (pH em torno de 3 e 4,5), o que ajuda a matar os microrganismos.
Pesquisadores afirmam, contudo, ser necessário realizar novos estudos para confirmar descoberta.
A nutricionista e colunista de A Tribuna Gabriela Rebello também ressaltou que o mel é importante para a alimentação.
“É possível verificar presenças de sais minerais como potássio, cálcio, manganês, sódio, vitaminas, fósforo e ferro. Ele tem ação sobre o sistema imunológico, atua no funcionamento intestinal e auxilia a digestão. As enzimas estimulam os movimentos do intestino, reduzindo a incidência de prisão de ventre”, disse.
SAIBA MAIS
A pesquisa
- Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, fizeram um estudo envolvendo 14 pesquisas com 1.761 pessoas de várias idades.
- O objetivo da pesquisa científica foi identificar e comprovar a força do mel no uso medicinal, além de entender como ele age.
O que o estudo mostrou?
- As evidências científicas indicam que o mel age de forma eficaz contra resfriado, tosse e dor de garganta.
- A substância pode ser tão e até mais poderosa do que os antibióticos.
- O melse mostrou mais eficaz do que tratamentos comuns.
- A principal melhora foi n a frequência e a gravidade da tosse.
- Os sintomas também duraram de um a dois dias a menos entre aqueles tratados com mel.
Por quê?
- Levantamento mostrou que as bactérias não criam resistência ao mel.
- As qualidades antibacterianas do mel são atribuídas às enzimas da saliva da abelha, usada na fabricação natural da substância, mas também à acidez alta da substância (pH em torno de 3 e 4,5), o que ajuda a matar os microrganismos.
E os antibióticos?
- Os pesquisadores alegam que o uso indiscriminado de antibióticos fortalece os microrganismos.
- Quando microrganismos são expostos aos antibióticos, um grupo mais forte pode sobreviver, o que dificilmente acontece com o mel.
- O organismo tende a ficar dependente de um medicamento para se recuperar, mesmo se tratando de um simples resfriado.
Fonte: Universidade de Oxford.
