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Economia

Matar saudade vai ser negócio de sucesso

As experiências vividas hoje estão transformando o consumidor e são ingredientes essenciais para compor as tendências dos negócios no pós-pandemia. ...

Arthur Igreja, palestrante e especialista em inovação, diz que é preciso desenvolver a capacidade de adaptação

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Arthur Igreja, palestrante  e especialista em inovação, diz que é preciso desenvolver a capacidade de adaptação (Foto: Divulgação)

As experiências vividas hoje estão transformando o consumidor e são ingredientes essenciais para compor as tendências dos negócios no pós-pandemia. Até no fato de a sociedade ter que evitar o contato humano, o abraço, o carinho e o toque moram oportunidades.

Palestrante e especialista em inovação, Arthur Igreja falou no Fórum Empresarial da Unimed Vitória, na última sexta-feira, sobre como ficarão os negócios depois do coronavírus. Ele é autor do livro sobre inovação “Conveniência é o nome do Negócio”.

Segundo Arthur, quem apostar em negócios que criam experiências humanas será bem-sucedido. “As pessoas estão com saudade de estarem juntas. As empresas que conseguirem proporcionar experiências seguras vão se dar bem”, ponderou.

Para ele, setores que estão superaquecidos agora, como o de tecnologia, terão um equilíbrio no ano que vem. Já aqueles que estão dormentes terão um forte aquecimento. “Devido à alta do dólar e às barreiras sanitárias, deve haver uma valorização do turismo local e nacional”, exemplificou.

Ele considera que a pandemia mostrou que as pessoas precisam se ajudar e que esse aprendizado veio para ficar. Assim como as empresas aprenderam que é necessário ter um planejamento mais robusto para se manter em meio às adversidades.

“Tenho certeza que esse momento vai inspirar a criação de novos negócios. A história nos traz incontáveis exemplos. Com a última crise mundial, em 2008/2009, nos EUA surgiram WhatsApp, Instagram e Pinterest, entre outras tantas empresas”.

O palestrante lembrou que, assim como grandes corporações perderam espaço, negócios que não tinham espaço tiveram condições favoráveis para crescer. “Muita coisa legal está sendo criada. Agora é o período gestacional e o negócio deve explodir mais adiante”, avaliou.

Ele defende que o empresário deve se preparar para um mundo com coronavírus, já que a vacina pode chegar rápido ou não. “Pode ser que isso aconteça em um ano ou dois, mas um negócio não pode esperar todo esse tempo”.

Destaca que é necessário desenvolver a capacidade de adaptação. “As coisas estão mudando rápido. As pessoas saem com outras prioridades e menos dinheiro. O empresário tem que ser observador e ter flexibilidade para mudar”.

Para os empregados que querem se manter competitivos, ele aponta que é preciso ter empatia, domínio da tecnologia e capacidade de adaptação.

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