A nova cédula de R$ 200 entrou em circulação nesta quarta-feira (02), em algumas capitais do Brasil. Nos próximos dias, as novas notas, que trazem o lobo-guará em uma de suas faces, deve começar a circular em cidades do interior e demais capitais.
Mas o que poucas pessoas sabem é que esta nota de R$ 200, apesar de fabricada pela Casa da Moeda do Brasil, uma empresa pública, não é “de graça”.
Cada cédula de R$ 200 custará aos cofres público um valor unitário de R$ 0,325. Este é o custo mais alto de produção dentre todas as cédulas.
Segundo a diretora do Banco Central Carolina de Assis Barros, cada milheiro de cédulas custará R$ 325. Como, neste primeiro momento, serão produzidas 450 milhões de cédulas, o montante total investido será de R$ 146.250.000.
Para produzir uma cédula de R$ 100, o Banco Central gasta R$ 280 o milheiro (R$ 0,28 a unidade); cédulas de R$ 50 – R$ 275 o milheiro; cédulas de R$ 20 – R$ 309 o milheiro; cédulas de R$ 10 – R$ 284 o milheiro; cédulas de R$ 5 – R$ 210 o milheiro; e a cédula de R$ 2 – R$ 205 o milheiro.
A criação da nova nota, no entanto, foi justificada diante da escassez na circulação de cédulas, em todo o país, por conta da pandemia. Além disso, diante dos novos benefícios criados, como o auxílio emergencial, o Banco Central decidiu que era o momento de se criar uma nova cédula. A escolha pela nota de R$ 200 e não pela impressão de mais cédulas de menor valor foi baseada em “critérios técnicos”, segundo explicou Carolina Barros.

