A Justiça liberou a menina 11 anos, que está grávida de dois meses após ser estuprada no Norte, a realizar procedimento de aborto no Estado. Na segunda-feira (31), a vítima recebeu as primeiras orientações para a interrupção da gravidez e nesta quarta-feira (02) foi internada para realizar os procedimentos.
Na última sexta-feira (28), ela precisou ser levada para outra cidade para que sua identidade e integridade física fossem preservadas. Ainda de acordo com as informações obtidas pela reportagem de A Tribuna, ela está sob os cuidados da família e prefeitura em outra localidade, que não será revelada.
O Ministério Público Estadual foi procurado para falar sobre o caso, mas até fechamento desta matéria, não retornou.
Os suspeitos de cometer o crime são o padrasto da criança, que foi preso na manhã da última quinta-feira (27) e solto após liminar na Justiça na noite de sexta (28), além de um ex-namorado da avó da criança, que foi preso no sábado (29) e permanece detido em São Mateus.
Caso de menina de 10 anos gerou debate nacional
No início deste mês de agosto, o caso de uma menina de 10 anos, moradora de São Mateus, gerou debate nacional. A criança vinha sendo estuprada pelo tio desde os 6 anos e engravidou.
A Justiça autorizou o aborto, o que levou a manifestações contrárias pelo país. O nome da menina, detalhes do exame de ultrassom e até o hospital em que ela fez o aborto foram divulgados nas redes sociais.
A divulgação é vedada pela lei e os atos estão sendo apurados por diversas entidades, como MInistério Público e Conselho Regional de Medicina. A menina entrou para o programa de proteção.
O tio da menina foi preso no dia 18 em Betim, Minas Gerais. Ele foi indiciado pelos crimes de ameaça e estupro de vulnerável.
