Com mais pessoas em casa por causa do isolamento social e o aumento dos serviços e transações financeiras online, os golpistas viram na pandemia do novo coronavírus a possibilidade de fazer milhões de vítimas de forma virtual.
O crescimento das fraudes deixa especialistas e usuários assustados: o risco é imediato e cuidados precisam ser tomados por todos que usam as redes. Quem é cliente de banco se tornou mais visado pelos criminosos.
O ataque consiste em enganar a vítima por meio de links maliciosos e aplicativos, com o objetivo de conseguir dados e acessar contas bancárias para fazer transferências, pagar contas e usar os recursos de forma indevida. Este é o chamado “phishing bancário” (uma isca para “pescar” a vítima).
Somente entre janeiro e agosto deste ano, cerca de 12 milhões de ataques deste tipo foram disparados em todo o território nacional, segundo o diretor do Dfndr Lab, Emilio Simoni. Tal número equivale a um aumento de 41,6% comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram 7 milhões de casos. No Estado foram 145.580 links disparados em 2020.
“Trabalhando em casa, as pessoas ficam mais expostas, elas não têm a rede de proteção que existe na empresa”, explicou Emilio.
O link geralmente é enviado para a vítima através de SMS. Trata-se de uma página da internet idêntica à de sites de bancos. O link vem acompanhado de pedido para que a pessoa faça uma checagem de segurança, verifique um pagamento indevido ou senha bloqueada.
Acreditando que se trata realmente do banco, o cliente acaba fornecendo dados pessoais para os golpistas, que os usam para fazer transferência de valores da conta da vítima ou pagar boletos online. O golpe então, é consumado e a pessoa perde o dinheiro.
As vítimas só percebem que foram enganadas quando verificam o saldo de sua conta. Os falsos bancos utilizados pelos golpistas são muitos. “Eles são especializados, tem área que simula a página do banco, a que manda o SMS para a vítima. Eles são divididos e são eficientes, além de organizados”, ressaltou Emilio.
João Paulo Machado Chamon, mestre em Rede de Computadores, destacou que o auxílio emergencial também é um facilitador. “Hoje está mais fácil achar os dados da pessoa na internet, estão mais disponíveis”.
