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Polícia vai investigar se advogadas presas por tráfico têm ligação com ataques a ônibus

A Polícia Civil vai investigar se as advogadas presas por tráfico no presídio na manhã desta sexta-feira (11) durante a Operação Vade Mecum, têm ...

Operação da Denarc Guarapari

Última atualização

A Polícia Civil vai investigar se as advogadas presas por tráfico no presídio na manhã desta sexta-feira (11) durante a Operação Vade Mecum, têm ligação com incêndios a ônibus, é o que explicou o Secretário de Segurança Pública, Alexandre Ramalho. 

Operação da Denarc Guarapari (Foto: Divulgação/Sesp)O secretário disse que apesar de não haver indícios de participação das advogadas com os incêndios aos ônibus, só o fato delas levarem e receberem informações de dentro dos presídios levanta a suspeita.

“É prematuro afirmar, mas como ordens viam lá de dentro do presídio, precisamos analisar no que isso impactou como prejuízo para a sociedade capixaba” explicou o secretário.

Seis pessoas foram presas, entre elas, duas advogadas suspeitas de envolvimento em uma organização criminosa que traficava entorpecentes para internos do sistema prisional.

A investigação começou há seis meses, quando surgiram indícios de que estariam havendo praticas criminosas no Centro Prisional de Guarapari. A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada Narcóticos (Denarc) do município, contou com apoio das Delegacias Regionais de Vitória e Guarapari e equipe K9 da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

“A operação implicou na constatação de que essas duas profissionais levavam drogas ilícitas ao CDP de Guarapari e há indícios de que elas forneciam drogas para outras unidades. Foi possível constatar além do tráfico a prática de de Uma das advogadas presas é mais experiente na área da advocacia e em apenas 3 meses visitou um único cliente mais de 40 vezes, com visitas que duravam mais de 6 horas”, explicou o titular da Denarc Guarapari, delegado Guilherme Eugênio.

“O Estado tem um profundo respeito pelo exercício da advocacia, mas a partir do momento que identifica-se esta prática criminosa como nós identificamos entra em cena, o aparato de Segurança pública porque é preciso retirar essas pessoas de circulação para frear tudo aquilo que a gente luta diariamente”, expressou o secretário Alexandre Ramalho.

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