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Carreata pede justiça após morte de 11 integrantes de grupo de dança

Uma carreata pelas ruas de Domingos Martins, no final da tarde desta quinta-feira (10), cobrou justiça pela morte de 11 dançarinos do Grupo ...

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Uma carreata pelas ruas de Domingos Martins, no final da tarde desta quinta-feira (10), cobrou justiça pela morte de 11 dançarinos do Grupo Folclórico Bergfreunde, fundado na cidade da região Serrana, que morreram em um acidente de trânsito há três anos. 

O protesto foi organizado por familiares e amigos das vítimas. O acidente ocorreu no dia 10 de setembro de 2017, na BR-101, na altura de Mimoso do Sul, na região Sul do Estado.

Na ocasião, 20 dançarinos do grupo voltavam para Domingos Martins, após se apresentarem em um evento em uma cidade de Minas Gerais. No entanto, o micro ônibus onde eles estavam foi atingido por caminhão, que transportava as chapas de granito. A colisão resultou na morte de 11 integrantes do grupo e outros 9 ficaram feridos. 

Segundo a defesa das 11 famílias das vítimas, representada pelo advogado Lucas Kaiser, os dois réus no processo, o motorista do caminhão, bem como o dono da transportadora chegaram a ser pronunciados pela justiça (quando o juiz determina que os acusados devem passar por julgamento) há cerca de 2 meses, mas até hoje, o julgamento ainda não foi marcado.

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Mãe do estudante Pedro Lucas Saar Dias, uma das vítimas fatais e que na época do acidente estava com 16 anos, a empresária Anelize Saar, 40, explicou que o grupo sai em carreata às 17h da praça da cidade e foi até o distrito de Soido, onde moravam dois integrantes do grupo que morreram no acidente – mãe e filho. Em seguida, retornaram até a praça encerrando o protesto. 

Um carro de som anunciava a reivindicação do grupo por justiça e os veículos foram customizados com tiras de tecido pretas, simbolizando o luto. Tecidos pretos também foram colocados em janelas e portas de comércios da cidade. 

“É uma justiça tão falha que temos no Brasil. A gente, como vitima, não consegue aceitar que passem 3 anos de um inquérito já encerrado, as audiências já feitas e que é só marcar o dia do julgamento, mas fica nessa demora. Enquanto isso, a gente sofre. O julgamento não vai trazer meu filho de volta, mas vai encerrar um ciclo”, disse ela.

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