
O levantamento reuniu as 405 cidades do País com mais de 80 mil habitantes e analisou 55 indicadores, como taxas de investimento, de matrículas escolares e de mortalidade, cobertura de abastecimento de água, formalidade no mercado de trabalho e acesso à telefonia.

As cidades mais competitivas são Barueri (1.ª colocação), São Caetano do Sul (2.ª), São Paulo (3.ª), Florianópolis (4ª), Curitiba (5ª), Vitória (6ª), Santos (7.ª), Campinas (8 ª) e Indaiatuba (9.ª) e Porto Alegre (10ª).
Comparação
Por ser a primeira edição do ranking, ainda não há base de comparação para saber quais foram as regiões que apresentaram melhora ou piora de um ano para o outro. A pesquisa está disponível no site da CPL (https://www.clp.org.br)
Regiões

Ao contrário do senso comum, as capitais não estão entre as cidades mais competitivas do País. Além das capitais citadas nas dez primeiras classificações, Belo Horizonte (11.ª) completa a lista das mais bem posicionadas. Depois, Palmas aparece em 67.ª e há 14 capitais classificadas da posição 100 em diante. A última é Macapá (313.ª). Brasília não participa do levantamento.
Desafios
Com uma população maior, Tadeu Barros, diretor de operações do CLP, afirma que as capitais muitas vezes têm desafios de Estados, com um orçamento e uma infraestrutura mais limitados.
As dificuldades são ainda maiores na dimensão sociedade, em que a mais bem colocada é Belo Horizonte, na posição 43. São Paulo está no 72.º lugar, muito aquém dos municípios do interior e litoral do Estado, líderes nesse quesito.
“São incomparáveis os desafios de São Paulo com seus 12 milhões de habitantes com os municípios do interior, que são ricos e têm condições de conduzir políticas públicas”, completa Lucas Cepeda, coordenador de competitividade do CLP.
As cinco últimas colocações são do Estado do Pará, com as cidades de Moju, Tailândia, Abaetetuba, Tucuruí e Marituba. Os Estados do Amazonas e Maranhão são os que também compõem as notas mais baixas em competitividade, com as cidades Manacapuru (AM) e Pinheiro (MA).
Barros diz que é possível relacionar o mau desempenho dessas regiões com a situação dos Estados, que também têm um ranking próprio de competitividade, já em sua nona edição e divulgado em setembro passado.
“O Pará continua nas últimas posições e os problemas de situação fiscal do Rio de Janeiro se repetem nas suas cidades.”
Cepeda acrescenta que, mais do que ocorre com os Estados, os municípios mostram com mais clareza os desafios dos governantes.
“É possível identificar as reais prioridades e ver onde podem ser alocados os recursos prioritários.” Além disso, o momento de eleições é propício para a discussão da situação municipal. “O ranking nasce com os novos prefeitos e pode ajudar a dar um chute inicial de priorização de políticas para os novos gestores “.
O RANKING
1. Barueri (SP)
2. São Caetano do Sul (SP)
3. São Paulo (SP)
4. Florianópolis (SC)
5. Curitiba (PR)
6. Vitória (ES)
7. Santos (SP)
8. Campinas (SP)
9. Indaiatuba (SP)
10. Porto Alegre (RS)