
Ele estava com um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio. Conhecido pelas equipes da Guarda, o adolescente foi abordado enquanto estava em uma motocicleta com um amigo, na rua Cruzeiro do Sul.
“Uma equipe da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) estava fazendo patrulhamento, por volta das 22h, quando viu os dois numa moto. Ele era o condutor. Quando a equipe foi abordar, ele tentou fugir, mas não teve sucesso”, contou o subinspetor Rusley Medeiros.
Por conta do mandado de apreensão, ele foi detido e levado para a Delegacia Regional do município.
Desde os 15 anos, o bandido já chefiava o tráfico na região. Como era gerente, não costuma andar com a droga, mas comandava as vendas. O usuário que comprava o entorpecente e não pagava sofria nas mãos do criminoso.
Denúncias de moradores davam conta de que ele espancava, ameaçava e torturava as vítimas. “Os próprios usuários de lá comentavam com a gente que ele arrancava dente, amputava membros e batia”, relatou o subinspetor.
No dia 9 de setembro deste ano, o bandido também se envolveu em uma troca de tiros com a Guarda. Na ocasião, a equipe foi até o bairro para averiguar uma denúncia de troca de tiros entre gangues rivais e acabou sendo recebida com disparos pelo suspeito.
Para o mestre em Segurança Pública Thiago Andrade, são vários os fatores que chamam a atenção na prisão do criminoso. “Quanto mais cedo o jovem é captado pelo crime, menos valores sociais traz consigo, e é alta a probabilidade de despejar violência de forma acentuada nas pessoas que ele seleciona como inimigos”, pontuou.
Além disso, o fato de ser menor de idade faz diferença. “A ideia de impunidade em atos praticados por adolescentes infratores também é um fator que contribui para o aumento expoente da violência”.
Para Andrade, a brutalidade das torturas tem um objetivo: “Atos violentos são praticados para obter temor e respeito dos rivais”.