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Economia

Gás encanado aumenta 27% no Estado

O gás encanado sofreu um aumento de 27%, após a Petrobras reajustar valor do metano (CH4), matéria-prima do gás natural. De acordo com a Companhia de ...

Estação de gás: mudanças

Última atualização

O gás encanado sofreu um aumento de 27%, após a Petrobras reajustar valor do metano (CH4), matéria-prima do gás natural. De acordo com a Companhia de Gás do Espírito Santo (ES Gás), que distribui o produto, a medida já é válida desde o dia 1° deste mês e mais de 60 mil consumidores, entre residências e indústrias, foram atingidos pelo encarecimento. 

Depois que recebeu o anúncio de reajuste no preço da molécula, que atualmente segue a variação dos preços internacionais do barril de petróleo tipo Brent, a companhia submeteu o aumento à Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp), que autorizou o reajuste, conforme o disposto no contrato de concessão com o Estado.

O aumento de 27% ficou estabelecido para o trimestre iniciado no dia 1° de novembro e, de acordo com a empresa, todos os clientes já foram informados sobre a alteração.

“É importante ressaltar que, mesmo após computar o reajuste de 01/11/2020, o valor da molécula de gás está cerca de 3% abaixo do valor praticado no mês de janeiro de 2020, haja vista a forte redução ocorrida no trimestre anterior, reflexo da pandemia que estamos passando nas atividades do conjunto de países consumidores de petróleo”, disse a distribuidora, por meio de nota.

A ES Gás destacou ainda que está se esforçando para reduzir o preço da molécula, com o objetivo de beneficiar os clientes com preços mais competitivos e que possam atrair novos investimentos no Estado. Para isso, foi aberta uma chamada pública, que busca obter o suprimento do gás aos menores preços que o mercado competitivo seja capaz de ofertar.

Segundo a companhia, o preço final de venda do gás ao consumidor é formado pela soma de quatro fatores: preços do gás (molécula e transporte que correspondem a cerca de 65% do preço ao consumidor), da margem de distribuição aos clientes (cerca de 10%) e dos tributos – federais e estadual (cerca de 25%).

Destas parcelas, apenas a margem de distribuição é regulada, com base em premissas contratuais, por parte da ES Gás, sendo então aprovada pela Agência de Regulação de Serviços Públicos do Espírito Santo (Arsp).

“Assim, a Companhia não precifica ou valora a molécula do gás natural, que atualmente segue a variação dos preços internacionais do barril de petróleo tipo Brent, conforme disposto no contrato de suprimento com a Petrobras, que também fornece para a grande maioria das distribuidoras estaduais”.

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