
Foi isso que aconteceu com dois cachorros em Piranema, Cariacica. Eles pertenciam a um homem, 34 anos, que foi morto a tiros quando saía para trabalhar, no dia 7.
Enquanto a perícia da Polícia Civil estava no local, a cadela e o filhote permanecerem ao lado do corpo da vítima.
Passados 23 dias do crime, os dois animais continuam na casa vazia. Comovidos com a situação dos cães, que estão sozinhos onde viviam com o dono, vizinhos começaram a levar ração e água.
O porteiro Agnaldo da Silva Martins, 53 anos, conta que o filhote está doente e precisa de atendimento veterinário. “Os cães estão esperando o dono até hoje. Eu entrei em contato com a família dele, que pediu para que eu deixasse os animais onde estão”, afirmou.
Agnaldo explicou ainda que ligou para o Centro de Controle de Zoonoses do município. “Tentei falar com o CCZ na quinta-feira (29), mas ninguém atendeu o telefone”, completou.
Outro lado
Procurada pela reportagem a Prefeitura de Cariacica informou em nota que, para animais em situação de rua, que chegam a agredir um indivíduo e, portanto, venham a causar risco, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), em contrato firmado com uma empresa terceirizada, determina seu recolhimento.
“Nesse caso, os animais agressores são observados por um período de 10 dias. Após este prazo, caso demonstre docilidade e possibilidade de retorno à convívio social com segurança, será vermifugado, vacinado, castrado e disponibilizado para adoção responsável”, informou.
Um outro caso, informa a prefeitura, é quando o animal está em sofrimento após um atropelamento, por exemplo, e percebe-se claramente que ele se encontra debilitado.
“O munícipe pode ligar para a Ouvidoria 162 e fazer a denúncia. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e pelo 0800 283 9255, de segunda a sexta-feira, de meio-dia às 6h e aos finais de semana, 24 horas. Após receber a informação, um veterinário vai ao local verificar o estado de saúde do animal”, orienta.
Além disso, a prefeitura disse que mantém de forma contínua, um trabalho orientativo à população, inclusive, em escolas do município com teatro e palestras, destacando para o tutor que é dele a responsabilidade com os animais sob sua guarda e que, uma vez nas ruas, estes podem trazer inconvenientes à própria sociedade que os abandonou.