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“Bandidos se passam por entregador para levar drogas”, diz delegado

O número de bandidos que se passam por entregador de lanches para levar drogas tem aumentado durante a pandemia. É o que afirma o delegado Alexandre ...

Delegado Alexandre Falcão disse que é difícil perceber e diferenciar quem vende droga e quem entrega lanche

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Delegado Alexandre Falcão disse que é difícil perceber e diferenciar quem vende droga e quem entrega lanche (Foto: PCES / Divulgação)

O número de bandidos que se passam por entregador de lanches para levar drogas tem aumentado durante a pandemia. É o que afirma o delegado Alexandre Falcão, da Delegacia Especializada de Narcóticos (Denarc).

Com uniforme, bolsas térmicas e às vezes crachá, o criminoso tem inovado para facilitar a venda e a compra de drogas durante o período de isolamento.

“As pessoas estão em casa, mas a necessidade de usar a droga continua. Os criminosos criam grupos nas redes sociais, mandam mensagem aos usuários e marcam pontos de entrega. Muitas vezes o entregador é de um município, mas entrega em outro, fazendo até um tráfico intermunicipal”, explicou.

O serviço de droga por delivery que antes era realizado mais em bairros de classe alta, agora, com a pandemia, também tem crescido em bairros mais populares em toda Grande Vitória.

A mesma rede social que tem ajudado o tráfico também ajuda a polícia com provas concretas, como troca de mensagens, prints de grupos e até mesmo de publicidades que os próprios criminosos fazem com imagem da droga.

No último dia 8, dois homens foram presos acusados de vender drogas por delivery, no bairro Ataíde, em Vila Velha. Com a dupla, a polícia encontrou, em uma caixa térmica de delivery, maconha, balança de precisão e celulares, utilizados na troca de mensagens com usuários

Já no mês passado, um homem, de 26 anos, suspeito de entregar drogas em residências de usuários de classe média, foi preso em flagrante, em Bela Vista, Guarapari.

Em abril, uma quadrilha que comercializava drogas através de um grupo do WhatsApp foi descoberta pela polícia. A droga vendida era conhecida como “escama de peixe” ou cocaína “nine-nine”, por conta do seu alto grau de pureza, que chega a 99%. Segundo especialistas, o quilo do produto pode custar R$ 25 mil.

Para o delegado Alexandre Falcão, a população precisa suspeitar mais desse tipo de crime e ajudar o trabalho da polícia fazendo denúncias pelo telefone 181.

“Os criminosos estão bem camuflados e é difícil perceber e diferenciar quem vende droga e quem entrega lanche. É importante parar de pensar que só porque não estão com um ponto fixo de venda de droga isso não incomoda ninguém. Isso alimenta o crime e destrói família. Precisamos da população para inibir essa prática”, ressaltou o delegado.

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