A Prefeitura de Vitória deverá enviar em breve para a Câmara de Vereadores um projeto de auxílio emergencial de mais de R$ 300 para desempregados e pessoas de baixa renda, que moram na capital.
O anúncio foi feito pelo prefeito Luciano Rezende (Cidadania), ontem, durante sessão online da Câmara, em que ocorria sua penúltima prestação de contas do mandato, que termina em dezembro.
“Vamos enviar para apreciação da Câmara um auxílio, maior que a mencionada pelo vereador, que vai abranger muito mais gente”, disse o prefeito.
A fala foi em resposta a uma pergunta do vereador Roberto Martins (Rede), se a capital teria um programa parecido com o da Serra. Lá, o auxílio foi criado para atender 2.683 famílias com um valor de R$ 300 – pago em cota única ou em três parcelas de R$ 100.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Vitória, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que “o projeto de auxílio emergencial está em fase de elaboração e será enviado à Câmara Municipal em breve”.
Assim como Luciano Rezende, a assessoria não informou valores e detalhes do auxílio emergencial. O valor e quem seriam os beneficiários foram apontados pelo vereador Leonil Dias (Cidadania), que é da base governista do prefeito.
Ele fez a indicação a Luciano durante a sessão de prestação de contas, antes das manifestações de Roberto Martins e do prefeito sobre o assunto.
“Solicitamos direto ao prefeito Luciano Rezende o pagamento de auxílio emergencial de R$ 300 para os desempregados e inscritos no CadÚnico moradores de Vitória”, escreveu o parlamentar em suas redes sociais.
A prestação de contas, como já vinha ocorrendo em outras anteriores, contou com elogios ao prefeito, feitos por sua base aliada, e questionamentos dos vereadores considerados independentes.
Também contou com momento que arrancou risos de quem acompanhava. Roberto Martins, que em toda prestação de contas tem tido embates com o prefeito, disse que estava dando a oportunidade a Luciano de pedir desculpas por tê-lo chamado de forasteiro na última prestação de contas. Luciano respondeu dizendo que “quem perdoa político é Deus e os eleitores”.