
Apesar de ter atuado em vários casos semelhantes, o titular da Delegacia de Polícia de Domingos Martins, Geraldo Rodrigues Peçanha, que também responde pela DP de Marechal Floriano, afirma que a forma com que o assassino agiu causou espanto.
“Por se tratar de uma pessoa pacata, muito trabalhadora e nova, a crueldade com que agiu o autor nos causa perplexidade sim! Por isso, a Polícia Civil em trabalho integrado com a Polícia Militar, não tem medido esforços no sentido de identificar a autoria do crime”, disse.
O delegado busca pistas sobre o crime através dos depoimentos de testemunhas. “Desde o dia do crime, a gente vem ouvindo muitas testemunhas. Elas são ouvidas de acordo com a necessidade. Trata-se de uma investigação muito complexa e, por isso, temos que trabalhar com cautela e paciência na busca de provas que auxiliem no esclarecimento do crime”, disse Peçanha.
Segundo o delegado, a polícia vai continuar com as oitivas durante os próximos dias, além de aguardar a chegada do resultado de um laudo da perícia feita no local do crime.
“Aguardamos esse laudo, pois ele pode nos trazer informações importantes sobre o dia do crime. Estamos nessa pendência”, completou.
Fake news sobre crime atrapalha investigações
Muitos boatos envolvendo possíveis suspeitos de ter assassinado a consultora de vendas Lorrany Walder Falcão, de 33 anos, vem atrapalhando o trabalho da Polícia Civil de Marechal.
De acordo com o delegado Geraldo Rodrigues Peçanha, na última semana, pessoas da região teriam divulgado a foto de um adolescente nas redes sociais informando que ele seria o autor do crime.
“Só pedimos para que as pessoas se abstenham de divulgar boatos que não ajudam em nada e só servem para tumultuar a investigação. Seria bom que as pessoas tomassem ciência de que esses boatos, ao invés de ajudar, só atrapalham as investigações”, afirma o delegado.
Peçanha pede para que só sejam feitas denúncias quando a suspeita for real. Ele afirma que a denúncia pode ser feita de forma anônima.
“Divulgar algo que não é verídico acaba desviando o rumo da investigação. Então, eu preciso que, se realmente alguém tiver uma suspeita real que possa nos ajudar, ligue no 181 – que é um canal próprio e a pessoa pode manter o sigilo – ou procurar a própria delegacia de polícia”, explicou.