“Um ato de desamor e total covardia dessas pessoas”. Assim descreve o crime a neta de uma idosa de 82 anos, também vítima do grupo. A quadrilha de São Paulo roubou mais de R$ 150 mil de vítimas na Grande Vitória.
De acordo com a neta da idosa, uma empresária de 27 anos, que pediu para não ter o nome da avó e nem o dela revelados, o prejuízo deixado pelos bandidos é de aproximadamente R$ 40 mil. Ela conta que a avó passou mal depois que soube que havia caído no golpe.
“Um dia depois que o bandido foi à casa dela buscar o cartão, ela foi direto numa agência do banco dela e me ligou. Quando eu cheguei lá, pensei que ela estava tendo um derrame, pois ela tremia e a voz estava diferente”, conta.
A idosa, que é viúva há cinco anos e que mora em um bairro da capital, cujo nome não será divulgado para preservar a vítima, teria recebido a ligação de um dos criminosos na tarde da última segunda-feira (29), se passando por funcionário do banco onde ela possui conta.
“Disseram que o cartão havia sido clonado e que ela tinha que escrever uma carta de próprio punho, oferecendo todos os documentos dela. Pediram para entregar o catão cortado, mas que não era para danificar o chip”, relata a neta da idosa.
Ansiosa em saber se o cartão havia ou não sido bloqueado, a idosa, que cumpria seriamente o isolamento social, por causa do novo coronavírus, foi pessoalmente em seu banco e descobriu que havia caído no golpe.
“Lá, o banco informou que havia sido feito vários saques na conta dela e que tinham passado o cartão dela, inclusive em máquinas de cartão de lojas. No total ela perdeu R$ 40 mil”, disse a neta.
No momento em que a idosa ouvia as orientações do bandido, a neta conta que o golpista ainda teria feito a vítima tirar o telefone do gancho.
“Ele pediu para ela tirar do gancho e só colocar depois de três horas. É muita covardia fazer isso com um idoso. Tem gente que passa a vida juntando um dinheiro, para quando chegar à terceira idade perder assim, do nada” lamentou a empresária.
