Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de cinco pessoas, com idades entre 19 e 48 anos, acusadas de serem integrantes de uma quadrilha que cometia tráfico de drogas na região de Cariacica Sede. Além disso, os envolvidos também estão sendo investigados em alguns inquéritos policiais, todos apurando homicídios praticados na região, sendo seis somente este ano.
Dentre os presos está o chefe da quadrilha, conhecido como “Orelha” ou “Linguiça”, de 24 anos. Ele tinha participação direta nos homicídios da região e, segundo a polícia, agia com crueldade. Ele foi autuado em flagrante delito por tráfico de drogas, associação ao tráfico e porte ilegal de arma de fogo.
Os mandados de busca e apreensão e de prisão foram executados nos bairros Cariacica Sede, Morro Novo e Vila Merlo. Um adolescente, de 17 anos, também foi detido. A operação contou com o apoio da Força Nacional.
Dentre os crimes cometidos pela associação criminosa, o delegado titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica, Eduardo Khaddour, contou que destaca-se um homicídio consumado de Cristiano Costa Cardoso, que ocorreu em março deste ano. Segundo o delegado, foi a partir desse crime que a operação se iniciou.
“Os investigados abordaram a vítima, que estava em um bar, e, para dominá-la, colocaram uma corda em seu pescoço, sendo a mesma executada posteriormente com diversos disparos de arma de fogo. Em seguida, colocaram a vítima no carro de outro integrante do grupo e jogaram o corpo na região de Porto Engenho, que foi encontrado dois dias depois”, contou.
O delegado ainda explica que a vítima só foi morta pois se envolveu com a mãe de uma das integrantes da quadrilha, 48, que também foi presa. Cristiano teria se deitado na mesma cama que a filha da acusada, que relatou para a mãe. A mulher então teria dito ao chefe da quadrilha que a vítima abusou da menina.
Por ser chefe da quadrilha, Orelha era um dos alvos prioritários da operação. Além de ser bastante temido na região, o investigado tinha como hábito praticar seus crimes com requintes de crueldade, sendo que em um dos homicídios em que é apontado como autor, retirou os olhos da vítima, antes de executá-la com disparos de arma de fogo. Segundo as investigações, a vítima teria olhado para uma namorada do investigado, sendo, posteriormente, brutalmente assassinada.
Cinco armas foram apreendidas com os integrantes da quadrilha, além de nove quilos de maconha, munições, cinco rádios comunicadores, dois cadernos com anotações da movimentação do tráfico de drogas e o veículo Vectra Sedan, na cor preta, usado no homicídio de Cristiano.
