- Vitória, ES 31°C

Vitória 31°C

Anúncio
Cidades

Aos 75 anos, aposentada nunca teve multa de trânsito

“Quem não quer levar multa, é só não fazer nada de errado”. A sugestão pode até parecer óbvia, mas foi assim que a aposentada Eva Chaves Salgado ...

Eva Chaves conta que tirou carteira por necessidade, mas depois se apaixonou. “Eu me sinto livre e feliz”, disse

Última atualização

Eva Chaves conta que tirou carteira por necessidade, mas depois se apaixonou. “Eu me sinto livre e feliz”, disse (Foto: Dayana Souza/AT)

“Quem não quer levar multa, é só não fazer nada de errado”. A sugestão pode até parecer óbvia, mas foi assim que a aposentada Eva Chaves Salgado chegou aos 75 anos sem cometer nenhuma infração de trânsito.

E olha que ela dirige todos os dias, inclusive para pegar a estrada rumo a Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Com familiares na capital mineira, dona Eva costuma percorrer os mais de mil quilômetros no trajeto de ida e volta pela BR-262, famosa por seus radares de velocidade.

“Mas se o limite é 60 km/h, eu ando a 60. Se é 80, eu vou a 80. Tem muito radar mesmo, mas é preciso ter cuidado. Tem que seguir as regras”, afirmou.

Amanhã é comemorado o Dia do Motorista, e dona Eva exibe com orgulho a carteira de habilitação sem nenhum ponto acumulado.

A aposentada sabe que é exceção. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, mesmo durante a pandemia que reduziu o número de carros nas ruas, 123.316 motoristas foram multados no Estado, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES).

Em janeiro deste ano, enquanto dona Eva dava exemplo nas ruas do Estado, câmeras de monitoramento flagraram um carro cometendo cinco infrações em menos de 20 minutos numa rodovia de São Paulo.

Entre as irregularidades, ultrapassagens pela contramão e acostamento, somando, ao todo, R$ 4,8 mil em multas, além de 33 pontos na carteira.

“É possível, sim, dirigir muito sem ser multado. Basta seguir as regras do trânsito. Dirigir é uma paixão e, então, eu me cuido”, disse a aposentada.

A paixão de dona Eva pelo volante começou por necessidade. Em 1992, aos 47 anos, ela se viu forçada a tirar a carteira de habilitação após o marido sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), o popular derrame cerebral.

“Eu precisava levar meu marido ao hospital e minhas filhas eram novas. Então, me habilitei por essa necessidade”, contou, acrescentando que transformou a obrigação em liberdade.

“Acabei gostando. Hoje, uso carro todos os dias, vou para a igreja, o supermercado, sem depender de ninguém para me levar. Eu me sinto livre e feliz assim”, afirmou.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.