Há doenças ligadas ao cérebro que ainda são um desafio para a ciência, como o Alzheimer. Transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal, se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória.
Sem cura, cientistas procuram tratamentos que, ao menos, possam impedir o avanço da enfermidade. Algumas novidades, ainda em testes, segundo os médicos, podem ajudar no tratamento de quem sofre com a doença.

“Hoje só temos medicamentos que tratam os sintomas. Os estudos iniciais já mostraram que eles parecem impedir o avanço da doença. Mas eles não estão disponíveis para serem comercializados. Estão em fases avançadas de pesquisa, em testes em seres humanos. Acreditamos que em cinco anos devem estar sendo comercializados”.
Entre os estudos concretos, o neurologista destacou que na área de diagnóstico da doença, a medicina está começando a ter alguns biomarcadores.
“São exames que são feitos no líquor do paciente, líquido que reveste o cérebro. Esses biomarcadores aumentam a chance de detectar se a pessoa terá o Alzheimer alguns anos antes dela iniciar os sintomas”.
A neurologista Soo Yang Lee pontuou que apesar de ainda não ter cura para doença, medicamentos têm sido desenvolvidos na tentativa de retardar a degeneração neuronal.
“Vemos um aumento de pessoas com doença de Alzheimer, já que a população mundial está envelhecendo. Como é uma doença do envelhecimento e acomete também países ricos, muitas verbas estão sendo destinadas para descobrir a cura”.
A geriatra Fernanda Damiani afirmou que, hoje, no Alzheimer, é tratado os sintomas comportamentais que aparecem ao longo do tempo. “Temos tratamentos não farmacológicos, em que a terapia comportamental ajuda, com apoio da equipe multidisciplinar. Além das medicações que retardam os sintomas da doença”.