Donos de restaurantes preparam uma carreata com buzinaço para a próxima segunda-feira (4), a partir de 14h. Eles vão sair da Praia do Canto, em Vitória, rumo ao Palácio Anchieta, a sede do governo estadual, no Centro, pedindo uma flexibilização no horário de funcionamento até 22 horas na Grande Vitória.
Um dia antes, em Linhares, protesto semelhante deve acontecer fechando a Ponte do Rio Doce.
As informações são de Roberto Rocha, empresário do setor, que trabalha na articulação dos protestos. Um grupo no Whatsapp com 140 pessoas já foi montado.
O governo do Estado determina que, enquanto a Grande Vitória estiver com risco moderado no mapa de gestão de risco da Covid-19, os restaurantes podem funcionar até as 18h de segunda a sexta-feira. Depois desse horário, só delivery.
A categoria, no entanto, quer o funcionamento até 22h – o motivo dos protestos. Aos finais de semana, o funcionamento de porta aberta é ainda mais restrito: até 16h.
“Não tem raciocínio lógico nenhum. Porque as lojas de shopping podem funcionam em horário maior do que as de alimentação, por exemplo? O maior faturamento acontece depois de 18h”, questiona Rocha.
A secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro, rebate que a diferença está no objetivo. “Restaurante, à noite, é visto como espaço de convivência social. Já as lojas, mesmo funcionando após 18h, possuem pressuposto de que a pessoa vai, compra, e sai. Não fica conversando por horas, de forma recreativa, como nos restaurantes”.
O presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Espírito Santo (Sindbares), Rodrigo Vervloet disse, por meio de nota, que o sindicato não tem qualquer relação com a carreata prevista para segunda-feira.
À reportagem, o presidente falou por mensagem que os restaurantes da Grande Vitória estão “preparados para funcionar com segurança, sem qualquer restrição de horário” e que permanecem “com diálogo aberto com as autoridades”.
