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Do boxe para as passarelas: modelo pratica o esporte para ficar em forma

Sem poder fugir das medidas padrões para ganhar as passarelas, a estudante Stella Barros, de 21 anos, enfrentou treinos pesados de boxe, de até duas ...

Stella desfila em diversos países, mas não deixa o boxe de lado

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Stella desfila em diversos países, mas não deixa o boxe de lado (Foto: Divulgação)

Sem poder fugir das medidas padrões para ganhar as passarelas, a estudante Stella Barros, de 21 anos, enfrentou treinos pesados de boxe, de até duas vezes por dia, para se enquadrar na fita métrica e desbravar o mundo.

Com 1,80 de altura e, atualmente, 63 centímetros de cintura e 87 cm de quadril, Stella já desfilou na Hungria, Suécia, Dinamarca, no Líbano e na Índia, onde sua carreira internacional começou, aos 15 anos.

“Minhas medidas não eram adequadas às de modelo, que eram 90 de quadril, 60 de cintura e 80 de busto. Aos 15 anos, antes de iniciar a carreira internacional, eu cheguei a medir 102 cm de quadril e 72 cm de cintura. Hoje tenho 87 cm de quadril e 63 cm de cintura”.

“Meu pai me dava os treinos de boxe constantemente e eu chegava a treinar duas vezes por dia para conseguir bater as medidas. Eu sempre fui magra, e perder as medidas assim é mais difícil”, disse.

A mãe de Stella, que atualmente é agenciadora de modelos e formada em Educação Física, Márcia Barros, de 43 anos, relata que na vida de modelo nem tudo são flores. Para manter a boa forma, os treinos não podem parar.

“Enquanto ela não está nas passarelas, os treinos precisam ser ainda mais intensos, para não perder as medidas. Quando o corpo chega às medidas ideais, qualquer desvio pode fazer voltar às medidas antigas, e tudo se torna ainda mais difícil”, relata a mãe e também atual treinadora.

Moradora de Guarapari desde criança, a mineira Stella conta que pisou pela primeira vez nas passarelas aos 8 anos, e competiu espaço com meninas mais velhas.

“Tinha um concurso em Belo Horizonte (MG), e eu fui disputar com meninas de até 15 anos. Fiquei em terceiro lugar. Minha mãe começou a me ajudar nos treinos. Sem imaginar, eu consegui crescer e ganhar altura. Meu sonho em ser modelo veio de criança. Aos 14 anos eu já média 1,75 de altura”, disse Stella.

Durante a pandemia de coronavírus, Stella está passando mais uma temporada na cidade e resolveu voltar aos estudos. Ela está fazendo curso de Astrologia pela Universidade de Harvard (EUA) e revela que aguarda a pandemia passar para voltar às passarelas.

Prática de ioga para ajudar no equilíbrio de corpo e mente

Além dos treinos pesados através do boxe para manter as medidas para as passarelas, Stella Barros se juntou à mãe, Márcia Barros, para fazer ioga.

Para a agenciadora e também profissional de Educação Física, a ioga traz equilíbrio aos dias de treino. “É para o equilíbrio mental. Se você não trabalhar a mente, o corpo também não evolui. Encontramos na ioga o equilíbrio para a vida”, salienta Márcia.

Stella completa: “É como se fosse um remédio natural para ansiedade, desânimo, falta de foco, compulsão alimentar, insônia e dores no corpo, que, antes mesmo de nos atingirem, passam direto”.

A modelo acredita que as atividades se completam. “Comecei a treinar para virar modelo com 8 anos. O boxe reduz o estresse, melhora a saúde cardiovascular e corrige a postura”, destaca.


A estudante e modelo Stella Barros, 21, possui trabalhos realizados em cinco países – Hungria, Suécia, Dinamarca, Líbano e Índia – e conta que, em cada lugar, carrega uma cultura diferente e muitas experiências.

A Tribuna – A cultura em cada país já influenciou em algum hábito seu?

Stella Barros – Quando cheguei à Índia, com 15 anos, não me adaptei com a cultura, foi um susto. Eu não sabia mexer no chuveiro, o trânsito é uma loucura. O primeiro impacto com a cultura indiana foi o que mais me marcou. Lá, 95 % das pessoas são vegetarianas e veganas, e isso me incentivou.

Você virou vegetariana?

Depois dos meus 17 anos, comecei a me interessar mais pela cultura e virei vegetariana.

Já ficou perdida sem conseguir se comunicar?

No Líbano, as pessoas também falam francês. Na época em que passei uma temporada lá, eu não sabia nada. Mas como a cultura é bem parecida com a nossa, me senti mais acolhida. Acabou virando uma meta falar francês fluente.

Quais são os planos após a pandemia?

Neste momento que estou em Guarapari devido à pandemia, aproveitei para estudar e fazer alguns cursos oferecidos pela Universidade de Harvard.

Quais são os seus sonhos?

Quero rodar o mundo desfilando. A vida de modelo não é tão longa e, por isso, quero aproveitar cada trabalho que for alcançado. A profissão me escolheu.

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