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Maioria dos universitários prefere aulas presenciais

Um estudo realizado com cerca de mil universitários da rede de ensino privada do País apontou que 72,16% deles preferem que as aulas voltem a ser ...

Israel Cardoso, aluno de Odontologia, diz que aula online é estressante

Última atualização

Israel Cardoso, aluno de Odontologia, diz que aula online é estressante (Foto: Beto Morais/AT)

Um estudo realizado com cerca de mil universitários da rede de ensino privada do País apontou que 72,16% deles preferem que as aulas voltem a ser inteiramente presenciais ao fim da pandemia do novo coronavírus

A pesquisa, batizada de “O comportamento do aluno do ensino superior presencial durante a pandemia”, também ouviu alunos matriculados do Estado e foi realizada pela empresa de educação Pravaler.

Um dos estudantes que ilustra esses dados é Israel Cardoso Caldeira, 21 anos, que vai para o 4º período de Odontologia em uma faculdade particular de Vitória.

Segundo o universitário, a experiência com aulas pela internet ao longo do primeiro semestre fez com que ele sentisse saudades da sala de aula.

“Em sala de aula, as dúvidas surgiam e eram discutidas com profundidade”, conta. “Além disso, na aula online, a conexão da transmissão cai e o som não é bom. É algo estressante”, complementa.

Mesmo com o desejo de retornar à modalidade tradicional de educação, Israel é reticente quando perguntado se esse é o momento ideal para um possível retorno.

“Se não fosse a pandemia, eu gostaria de voltar logo para a sala de aula. Mas prefiro que isso aconteça quando tudo acabar”, reflete.

Rafael Baddini, sócio-diretor de estratégia de negócios da Pravaler, concorda que o estudante brasileiro do ensino superior quer esperar a situação da pandemia se resolver para retornar à sala de aula.

Mas ele chama a atenção para o fato de que os entrevistados da pesquisa estão otimistas para esse momento pós-pandemia.

“Mais de 70% deles afirmaram que querem continuar os estudos”, destacou.

Outro aspecto da pesquisa que Baddini destaca é que uma fatia de quem participou do estudo acredita que esse retorno deve acontecer no sistema híbrido. Ou seja, com aulas via internet e presenciais.

“Um quarto dos entrevistados apontou esse modelo como ideal. Acredito que, com as faculdades melhorando a qualidade das aulas remotas, há muito espaço para ele”, opinou sobre o futuro.

Ainda de acordo com Baddini, o modelo híbrido também pode permitir que mais pessoas acessem o ensino superior.

“A médio prazo, essa é a minha leitura. Muita gente não entra na faculdade porque não tem flexibilidade para estudar presencialmente”, conclui.

Presença do professor é insubstituível, diz Sinepe

Para o superintendente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), Geraldo Diório, não há como substituir a presença do professor em sala de aula.

“O contato dele com o aluno tem que acontecer”, destacou.

No entanto, Diório acredita que o pós-pandemia irá fazer com que o modelo híbrido de ensino, com aulas presenciais e pela internet, seja adotado pelas faculdades.

“Até o fim do primeiro semestre de 2021, acredito que não tem como fugir desse modelo”, diz.

Antes disso, há instituições que já se planejam para isso. A UVV, por exemplo, informou que, assim que o governo do Estado liberar as aulas, vai permitir que o aluno escolha se quer assistir presencialmente ou se permanece em casa.

No ensino público federal, ainda não há nada definido. O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) informou ontem que as aulas presenciais continuam suspensas até o fim do próximo mês.

Na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), apesar da proposta de volta às aulas a distância em setembro ter sido aprovada pela Câmara Central de Graduação da universidade, a decisão final será do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, que se reunirá até o dia 6 de agosto.

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