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Moda agora é “madrugar” na praia contra a aglomeração

Para curtir o sol e o mar neste verão e evitar a aglomeração, algumas pessoas têm optado por ir à praia mais cedo, por volta das 7 horas, quando a ...

Ana, Dayna, Maria, Jeferson e Ildomar: família optou por ir à praia mais cedo por causa do sol e o distanciamento

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Ana, Dayna, Maria, Jeferson e Ildomar: família optou por ir à praia mais cedo por causa  do sol e o distanciamento (Foto: Fábio Nunes / AT)

Para curtir o sol e o mar neste verão e evitar a aglomeração, algumas pessoas têm optado por ir à praia mais cedo, por volta das 7 horas, quando a movimentação é menor.

A praia da Curva da Jurema, em Vitória; e a Praia da Costa, Itapuã e Itaparica, em Vila Velha, registraram movimentação de banhistas, ontem, nesse horário.

Dentista aposentado, João Luiz Pessôa, de 72 anos, veio do Rio de Janeiro aproveitar as praias capixabas. Ele prefere ir mais cedo para a Praia da Costa, por volta das 7 horas, porque é quando está mais vazia, e ir embora às 10h30, momento em que o fluxo de pessoas aumenta.

“As praias do Rio são mais cheias. Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, por exemplo, estão muito lotadas. Estou vendo diferença entre aqui e lá, mas no Espírito Santo também está com uma movimentação muito grande”, disse.

Quem também escolheu tomar banho de mar mais cedo foi a engenheira química Dayana de Souza, 34, e o marido Jeferson Santana, 33 anos, representante comercial. Eles foram à praia com as sobrinhas Ana Carolina, 9, e Maria Julia, 2, e o pai das meninas, Ildomar Guss, 46, contador.

“Estamos de férias e eu quis vir passear com elas. Mas, como a gente sabia que mais tarde ficaria mais cheio, optamos por vir agora cedo, até por causa do sol”, disse.

O infectologista Luís Henrique Borges pontuou que ir à praia para tomar banho ou para caminhar é importante para a saúde física e mental.

“É bom chegar e sair de máscara, porque você irá passar em lugares onde tem conglomerados. As pessoas tossem e estamos com uma quantidade de assintomáticos muito grande”, explicou.

Para o médico, o distanciamento na praia deveria ser maior do que dois metros, porque as condições são diferentes de um ambiente fechado. “O vento pode levar o vírus para mais longe, mas também há diluição maior na praia”, disse.

O infectologista Paulo Peçanha explicou que não há casos de contaminação pela água do mar e pela areia da praia. “A mais comum é a transmissão respiratória entre as pessoas e o contato”, afirmou.


Sem aglomeração

Aproveitando as férias em Vila Velha, a educadora física Juliany Gomes, 40, veio de Governador Valadares, MG, com o marido Lourenço Lucciola, 47, e a sogra Nely Barbosa, 72. Eles foram à praia às 7h30.

“Ontem, viemos à tarde e estava muito movimentado, ficamos em um lugar mais afastado”, contou.

A educadora física Juliany Gomes, 40, com o marido Lourenço Lucciola, 47, e a sogra Nely Barbosa, 72 (Foto: Fábio Nunes / AT)


Ir durante a semana

A aposentada Grecilene Panetto, 57 anos, que mora na Praia da Costa, tem ido à praia às 7 horas, em dias de semana.

“Vai, agora, da consciência da pessoa. Eu, que já moro aqui, deixo de vir no fim de semana, porque podemos revezar com quem mora mais distante”.

Aposentada Grecilene Panetto, 57 anos (Foto: Fábio Nunes / AT)


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