
O pai da criança, um trabalhador rural de 24 anos, contou que saiu cedo para trabalhar e, quando voltou para casa, por volta de 8h30, encontrou a mulher, de 20 anos, machucada, com os pés e mãos amarrados. Muito abalado, ele disse que procurou pelo filho e já encontrou o bebê sem vida.
“Fui trabalhar e, quando cheguei, me deparei com minha mulher caída ao chão, amarrada. Perguntei onde estava meu filho e saí correndo por todos os cômodos da casa atrás dele. Fiquei doido, corri para um canto e para o outro. Quando fui no quarto, ele estava enforcado. Ainda tentei fazer respiração boca a boca nele, mas já era tarde. Não sei porque fizeram isso. A única coisa que eu quero e justiça”, lamentou o pai do bebê, que pediu para não ser identificado.
Em nota, a Polícia Militar informou que o homem disse que vinha sofrendo ameaças. “Na manhã deste domingo (13), um homem prosseguiu até a 2ª Companhia do 1º Pelotão do 11º Batalhão da Polícia Militar, localizado em Ecoporanga, informando que saiu na madrugada de hoje para tirar leite e, ao retornar para casa, na Zona Rural, do mesmo município, encontrou seu filho, um bebê de dois meses, enforcado em óbito, e sua esposa com as mãos e os pés amarrados. Ele relatou que estava sofrendo ameaças. A perícia da Polícia Civil foi acionada”, diz o texto enviado pela assessoria da PM.
De acordo com a Polícia Civil, ninguém foi preso. “O caso seguirá sob investigação da Delegacia de Polícia de Ecoporanga e até o momento nenhum suspeito foi detido. A Polícia Civil ressalta ainda a importância da contribuição da população, via Disque-Denúncia 181. As informações são fundamentais para auxiliar a polícia e o anonimato é totalmente garantido. As informações ao DD ainda podem ser enviadas via redes sociais e pelo App 190 ES, gerando ainda mais discrição, visto que o cidadão não precisa telefonar para repassar as informações”, diz a nota.