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Economia

Com queda do dólar, pães, leite e eletrônicos devem ficar mais baratos

Economistas estão na expectativa de que o dólar continue em queda e chegue a, no máximo, R$ 4,25 no ano que vem. Essa redução no valor da moeda ...

Leite tende a ter preço reduzido

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Leite tende a ter preço reduzido (Foto: Divulgação)Economistas estão na expectativa de que o dólar continue em queda e chegue a, no máximo, R$ 4,25 no ano que vem. Essa redução no valor da moeda norte-americana  terá impactos positivos para o consumidor. Isso porque alimentos como o pão francês, o vinho e o leite, bem como eletrônicos, devem ficar mais baratos.

O economista José Márcio de Barros explica que esses produtos são importados e seu preço acaba sendo afetado, conforme a variação do dólar.

“Dólar em queda é ótimo para quem importa ou consome produtos importados. Quanto mais baixo ele estiver, melhor para a população comprar celulares, televisões e alimentos como o pão francês, que é derivado do trigo, que costuma vir da Argentina”.

Já o economista Eduardo Araújo cita o leite como um dos alimentos mais afetados.

“O leite é afetado porque os medicamentos dados ao gado brasileiro têm origem fora do País, em muitos casos. Mas produtos eletrônicos como celulares e computadores também ficarão mais baratos com essa queda do dólar”.

Araújo cita ainda que quem quiser viajar após a pandemia deve torcer por um dólar baixo.

“Porque as viagens internacionais ficam mais baratas, conforme o dólar se desvaloriza em relação ao Real. Quem também deve olhar positivamente para essa situação são as empresas que têm dívidas em moeda estrangeira, já que a dívida diminuirá em real”.

Por outro lado, o dólar alto pode ser prejudicial para exportadores. José Márcio de Barros explica que o lucro com a exportação será afetado neste caso.

“Quando o dólar está mais alto, é mais interessante exportar. Produtos como o mamão, por exemplo, acabam dando mais lucro neste cenário. Com isso, a tendência é de um abastecimento maior para o mercado nacional, porque o produtor não verá mais tanta vantagem em exportar o produto”.

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