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Casagrande cobra agilidade para liberar vacinas: “Dois meses é muito”

O governador Renato Casagrande criticou o prazo inicial de 60 dias, dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que haja a ...

Casagrande cobra agilidade para liberar vacinas: “Dois meses é muito”
- Governador Renato Casagrande

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Governador Renato Casagrande (Foto: Reprodução / Youtube)

O governador Renato Casagrande criticou o prazo inicial de 60 dias, dado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que haja a liberação de uma vacina contra a covid-19 para que a população possa, enfim, ser vacinada. Este prazo, no entanto, ainda não começou a contar, uma vez que ainda não há uma vacina aprovada em todo o mundo.

Diversos países, como os Rússia, China e Reino Unido, já iniciaram a vacinação emergencial de seus cidadãos, baseado em estudos locais de eficácia da imunização que ainda estão na fase 3. Os Estados Unidos, nesta terça-feira (08), teve autorização da FDA (agência local de saúde equivalente a Anvisa brasileira) para iniciar a imunização com base na vacina produzida pela Pfizer.

Para Casagrande, com a liberação destas agências de outros países para as vacinas, é necessário que o Brasil acelere o prazo para autorização destas imunizações e compre as doses para vacinar a população brasileira.

“Dois meses é muito prazo. É preciso agilidade, fazer alguma liberação em rito emergencial, enquanto não se aprova na Anvisa mas já tenha sido em algum órgão internacional. A Anvisa precisa pensar em alternativas, que não seja o rito normal, como tem acontecido em outros países. Geralmente uma vacina leva cinco, seis anos para ser produzida. Esta levou um ano. É preciso pensar com criatividade e inovação”, afirmou Casagrande, em entrevista à GloboNews após a coletiva.

O governador capixaba cobrou ainda que o Ministério da Saúde assuma a coordenação nacional sobre a questão relacionada as vacinas. Casagrande criticou o fato de São Paulo (por meio do Governador João Dória) anunciar a vacinação para 25 de janeiro com a Coronavac (produzida pelo Instituto Butantan), enquanto o resto do Brasil iniciaria a vacinação em meados de fevereiro ou março.

“É inaceitável a população de um estado começar a ser vacinada em um mês e a outra não. São informações desconexas, que precisam ser concentradas em uma coordenação nacional. Não estamos em uma luta para ver qual estado vai vacinar primeiro. É preciso ter clareza”, afirmou.

País precisa de 400 milhões de doses

Ainda a GloboNews, Casagrande criticou a fala do ministro Eduardo Pazuello durante a reunião, afirmando que, se houvesse demanda, o Brasil iria comprar as vacinas produzidas em outros lugares do Mundo, não apenas da Pfizer ou de Oxford. O Governo Bolsonaro não apoia a iniciativa do Instituto Butantan, ligado do Governo de São Paulo – Gestão de João Dória -, produzida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

“O ministro Pazuello afirmou que, se tiver demanda, irá comprar todas as vacinas que estiverem no mercado. Mas é claro que vamos precisar de todas as vacinas. Nós somos 200 milhões de brasileiros e cada um vai precisar de duas doses. São 400 milhões de vacinas, se quisermos proteger todos ainda em 2021. Vai ser preciso comprar todas as vacinas que estiverem disponíveis, não apenas aquelas que são mais conhecidas nossas”, declarou.

Casagrande analisou que esta posição de dúvida, quanto a eventual demanda, gera um sentimento de insegurança, aliado a um ambiente político instável entre os governos federal e de São Paulo. “Compreendo a necessidade desta coordenação nacional. Ao final da reunião, o ministro estava convencido quanto a isto”, disse.

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