
Segundo amigos, Rogério começou a sentir falta de ar e procurou atendimento no dia 1° de outubro, quando foi internado.
Ele precisou ser entubado e permaneceu na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) na ala dos infectados. Semanas mais tarde, foi transferido para a UTI geral do mesmo hospital, para cuidar das complicações da doença.
Rogério trabalhou como escrivão por 25 anos, sendo mais de 20 anos no Serviço Médico Legal (SML) de Cachoeiro. Antes, ele exerceu o cargo de investigador na Polícia Civil, entre 1992 e 1995. Também trabalhou na Santa Casa de Cachoeiro e no Hospital Dório Silva, na Serra.
Amigos de trabalho ressaltam que Rogério sempre foi muito educado e com bom senso de humor.
Nesta terça, policiais fizeram homenagem, circulando com as viaturas com as sirenes ligadas. Na semana passada, ele já havia perdido o irmão para a Covid-19. Rogério deixou uma filha e dois netos.
“Meu tio era um homem íntegro, que tinha um robby, ajudar a quem precisasse. Era um dos pilares de nossa família. Aquele tio que estava sempre com sorriso e palavras certas. Vai deixar saudades. A quantidade de pessoas que prestaram homenagens demonstra a pessoa amada que era e sempre vai ser”, disse o sobrinho, o jornalista Samuel de Fraga.