Dependendo do grau de ansiedade, quem sofre do problema precisa fazer acompanhamento com um profissional especializado. No processo de tratamento, um hobby pode se tornar um aliado do paciente.
No entanto, é preciso ter cuidado nessa escolha, tendo em vista que, optar por algo que não se encaixe no perfil da pessoa, pode aumentar ainda mais a ansiedade.
Segundo o psiquiatra Vicente Ramatis, a escolha do hobby, para contribuir com a diminuição da ansiedade, deve ser feita baseada em uma atividade que gere prazer para a pessoa, e não simplesmente qualquer atividade física ou tarefa.
“Se a atividade escolhida pela pessoa traz competitividade, se ela já é ansiosa, esse hobby passa a ser algo a mais para ela se preocupar. O efeito disso vai ser o inverso do que o hobby propõe, que é diminuir essa ansiedade”, explicou.
Segundo o psiquiatra, a atividade física ajuda na regulação do cortisol, um hormônio produzido pelo corpo que regula o nível de estresse.
O alerta sobre as consequências da escolha errada que um hobby pode causar é reforçado pela psiquiatra Fernanda Mappa.
“Muitas pessoas com ansiedade são competitivas e perfeccionistas. Além disso, tendem a apresentar dificuldade em serem avaliadas negativamente. Isto faz com que, muitas vezes, a prática de algumas atividades físicas se tornem ansiogênicas”, complementou.
Para ajudar na escolha do hobby ideal para cada tipo de pessoa, Fernanda diz que é preciso entender o próprio temperamento,
“A pessoa precisa entender que nem todas as atividades se adéquam ao seu temperamento. Pessoas com espírito muito competitivo podem ficar escravas de atividades em que são sempre desafiadas, e isso se tornar mais um problema do que um prazer de fato”.
Outra dica para não errar na hora de escolher um passatempo e evitar novas frustrações e o aumento da ansiedade, é buscar uma atividade que mantenha a pessoa no estado de presença, segundo o psiquiatra Fernando Furieri.
“O ideal é escolher uma atividade que, de preferência, nossa atenção fique suavemente concentrada no presente (na ação que estamos executando) e que, depois, nos gere uma sensação prazerosa de exaustão (ao final da atividade), seguida de descanso”, ressaltou.
Saiba mais
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Transtorno de ansiedade leve
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Manifesta-se de forma leve e é suportável. As pessoas conseguem cumprir as obrigações do dia e executar as tarefas da rotina no trabalho sem grande dificuldades.
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A pessoa sente certa aflição, mas consegue desenvolver as atividades do dia a dia.
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Não é necessário o uso de medicamentos.
Transtorno de ansiedade generalizada
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A pessoa com esse tipo de ansiedade já começa a ficar mais travada.
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O cumprimento das atividades fica comprometido.
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A pessoa não consegue realizar o que precisa ser feito.
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O paciente costuma apresentar maior transpiração, a pressão sobe e a pessoa se sente adoecida, tem taquicardia e uma sensação de morte iminente.
Ansiedade relacionada a pânico
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É o medo de que algo ruim possa acontecer. A pessoa sempre imagina o pior cenário da situação que enfrenta.
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É uma sensação de medo específico de alguma situação ou lugar.
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A pessoa tem calafrios, o coração bate mais acelerado e ela sua frio.
Ansiedade decorrente de quadro depressivo
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A pessoa fica muito triste e a depressão traz a dificuldade de fazer atividades básicas do dia a dia. Com isso, vem a ansiedade de não conseguir cumprir as atividades.
Fonte: Especialistas consultados.
