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Coronavírus

Cirurgias eletivas podem ser suspensas nas próximas semanas

O Estado pode voltar a ter cirurgias eletivas (não emergenciais) suspensas por conta da pandemia do coronavírus. A declaração foi dada pelo ...

Cirurgias eletivas podem ser suspensas nas próximas semanas
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O Estado pode voltar a ter cirurgias eletivas (não emergenciais) suspensas por conta da pandemia do coronavírus. A declaração foi dada pelo Secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (14).

A medida pode ser necessária diante do crescimento no número de internações por conta da covid-19, fato que tem obrigado o Estado a “contrareverter” os leitos – que um dia já foram de tratamento de covid, mas que foram direcionados para outras doenças – para combate a covid.

Nésio Fernandes afirmou que as cirurgias eletivas podem vir a ser restringidas em locais onde as unidades terão uma necessidade maior para pacientes com covid-19, uma vez que o combate a doença precisará de reforços das equipes médicas e de apoio à saúde.

Vale ressaltar que, entre março e agosto deste ano, as cirurgias eletivas chegaram a ser suspensas em todo o Estado, por determinação da Secretaria da Saúde.

No entanto, o secretário afirmou que o Estado vai trabalhar para preservar as cirurgias eletivas, mas que isso não acontecerá em todas as unidades. “Poderemos ter que utilizar parte dos leitos de alguns serviços para expandir a capacidade para combate à covid”, disse.

“Trabalhamos com a perspectiva de aumentar o número de leitos de UTI para 900 no Estado, sendo que, no mínimo, 160 novos leitos implica no desafio de contratação de recursos humanos disponíveis no mercado. A suspensão das cirurgias e a disponibilidade destes recursos humanos precisam estar disponíveis em um tempo adequado de resposta à pandemia”, completou Nésio.

O secretário reforçou que o Estado, assim como na primeira onda, não entrou em colapso, mas reconheceu que há uma pressão sobre o sistema de saúde. Ele reforçou que a rede de saúde segue em expansão e citou que este período de fim de ano, além da pandemia e das festas de fim de ano (quando há mais atendimentos de emergência) coincide com o período chuvoso e de doenças sazonais como dengue, zica e chikungunya, 

“É um momento crítico e difícil que o Estado viverá no próximo período”, disse o secretário, que afirmou ainda que o Estado não deve ter redução da média móvel de mortes por covid nas próximas oito semanas.

O secretário afirmou ainda que o Estado solicitou, ao Ministério da Saúde, a aquisição de 160 novos ventiladores mecânicos, equipamento fundamental para a abertura de novos leitos de UTI. Pelo menos 10 novos equipamentos chegarão nesta semana e os outros devem chegar até fevereiro de 2021, quando o Estado planeja ter 900 leitos de UTI.

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