Chico é um galo garnisé bem diferente. Quase todos os dias, ele deixa a companhia das outras aves, no poleiro ou no quintal, e vai para dentro de casa assistir à TV. E aproveita até para tirar um cochilo na cama, junto com a sua dona.
“Ele gosta de ficar debaixo do edredom e dorme de verdade”, disse a funcionária pública Ana Lucia Busatto Delpupo, de 50 anos, moradora de Cachoeiro de Itapemirim, sobre o comportamento do “galo de estimação”.
Chegando bem perto, é possível ouvir a respiração do pequeno galo, quando ele está dormindo na cama. Segundo Ana, Chico gosta de assistir ao jornal do meio-dia.
“Ele, de alguma forma, sabe que está na hora de começar o jornal e já pula a janela para entrar em casa no horário certinho”, disse.
A ave voa até uma mesinha, onde está posicionada a TV, e fica bem em frente ao aparelho.
“Ele atrapalha mais do que ajuda. Tem hora que fica cantando e mal dá para ouvir a repórter falando”, destacou a funcionária pública.
Ana reside em um sítio, na localidade de São Simão. Os outros três irmãos do Chico – Chiquinho, Tonho e Zé – também têm livre acesso à residência. Foi uma promessa que Ana fez para sua mãe.
“Minha mãe ganhou um casal de galos garnisé. Ela estava muito doente. Fez cirurgia e se recuperava em casa, quando os quatro nasceram. Eram muito pequenos e ela pediu para que não os deixasse dormir do lado de fora, com medo de que algum bicho os pegasse”, relembrou.
Ana contou que, para tranquilizar a mãe, prometeu que cuidaria bem das pequenas aves. À tarde, a mãe de Ana passou mal e acabou morrendo.
Oito meses se passaram desde então. “Eles foram criados dentro de casa, pois prometi a ela e promessa a gente cumpre. Com o tempo fui pegando amor”, destacou.
A funcionária pública também cuida de outras aves, entre elas o casal de garnisé: a galinha Filó e o galo Candinho. Tem três coelhos – Ana, Irene e Elza —, além de vários gatos e dois cães – Bela e Bianca.
Para proteger a criação, ela fez um pequeno cercado do lado de fora. Além de ração, Ana trata os animais com verduras e frutas e não pensa em comer nenhum dos bichos. “Eu gosto de cuidar. Recolho os ovos, mas não deixo ninguém matá-los”, destacou.
