- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Economia

“Se média diária chegar a 1.000 mortes, situação pode mudar”, diz Guedes sobre auxílio

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem afirmado que o recente aumento do número de mortes por causa do coronavírus se trata de um repique e que ...

Guedes causou desconforto

Última atualização

Paulo Guedes, do Ministério da Economia (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem afirmado que o recente aumento do número de mortes por causa do coronavírus se trata de um repique e que ainda não considera a possibilidade de haver uma segunda onda da Covid-19 no Brasil. As informações são do Uol.

O discurso, segundo a reportagem do site, ajuda a corroborar a decisão do governo de não prorrogar o auxílio emergencial, que acaba no fim deste ano. Em meados do mês passado, o ministro afirmou publicamente que a “prorrogação do auxílio emergencial, se houver segunda onda, não é possibilidade, é certeza.”

Guedes termina o ano tentando provar que não está desacreditado e que ainda tem condições de conduzir sua agenda. Apesar disso, reconhece que o País e a economia estão paralisados por conta da eleição no Congresso.

Ao comentar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre na semana passada, Guedes voltou a falar que espera trabalhar em 2021 sem a concessão do auxílio emergencial.

Nos bastidores, no entanto, o ministro tem admitido que, se o País voltar à média diária de 1.000 mortes, a situação pode mudar, segundo a reportagem do Uol.

Isso porque, após a primeira morte por Covid, em 16 de março, o Brasil viu os números crescerem até superarem um platô de mil mortes diárias por quase dois meses, que começou a ceder em agosto (932) e setembro (752), segundo o Ministério da Saúde.

O ministro aguarda decisões que virão de estados e municípios. Se as restrições de circulação, no comércio e nos serviços voltarem a ser mais rigorosas, Guedes reconhece que terá que ceder e repensar as medidas econômicas.

Para a médica Eliana Bicudo, infectologista e assessora da Sociedade Brasileira de Infectologia, é um “completo equívoco” olhar para o número de mortes para que o governo ateste o crescimento da doença. Segundo ela, o País vive uma intensificação dos casos por conta das flexibilizações recentes nos estados.

Para o médico Renato Grinbaum, também da Sociedade Brasileira de Infectologia, a questão de classificação em segunda onda ou repique é “meramente semântica”. “O que pontua a necessidade de realizarmos um isolamento mais rigoroso é a curva de casos e o nível de ocupação hospitalar.”

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.