Duas pessoas são investigadas pela Polícia Federal acusadas de fraudarem pelo menos 75 contas do auxílio emergencial no Estado. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Vila Velha e em Marataízes, no Sul do Estado, na manhã desta quinta-feira (10).
Nas casas dos investigados “foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e mídias que possam conter informações relacionadas a fraudes ao auxílio emergencial, além de dinheiro e bens com potencial de serem produto dos crimes”.
O Ministério Público Federal (MPF), que fez parte da operação, explicou que “um dos investigados supostamente fraudou ao menos 44 contas do auxílio emergencial, desviando os recursos das contas vítimas por meio de pagamento de boletos e transações eletrônicas em benefício próprio via aplicativo Caixa Tem, no período entre 1º de maio de 2020 e 30 de junho de 2020, em um montante de, no mínimo, R$ 31.310”.
Já o outro teria fraudado ao menos 31 contas do auxílio emergencial, desviando também por meio de pagamento de boletos e transações eletrônicas via aplicativo Caixa Tem, entre 1º de maio e 18 de junho, no valor mínimo de R$ 12.912,04.
“O MPF pediu ainda o sequestro de bens dos investigados, no valor mínimo das fraudes, com a finalidade de impedir o proveito de valores oriundos da prática de dezenas de furtos mediante fraude. A medida visa ainda, resguardar bens e valores suficientes para suportar eventual condenação relativa à reparação dos prejuízos causados”, afirmou o órgão.
Outros estados
A Polícia Federal informou que a operação aconteceu também em outros 13 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Bahia, Santa Catarina, Tocantins, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão , Piauí e Mato Grosso do Sul.
Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, sete de prisão e 13 de sequestro de bens. “Foi determinado o bloqueio de até R$ 650 mil em diversas contas que receberam benefícios fraudados”, explicou a PF.
