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Coronavírus

Presidiários ficam fora da lista de prioridade para vacina da Covid

O Ministério da Saúde (MS) pretende retirar os presidiários da lista de grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19.O argumento apresentado ...

Presidiários ficam fora da lista de prioridade para vacina da Covid
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O Ministério da Saúde (MS) pretende retirar os presidiários da lista de grupos prioritários para vacinação contra a Covid-19.

O argumento apresentado por auxiliares do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é que esse público seria, principalmente, de jovens, bem como que ainda não há estudos suficientes a respeito da transmissibilidade e letalidade que justifiquem que os presos sejam incluídos no grupo prioritário.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, ao apresentar na quarta-feira (9) o plano de vacinação, em audiência na comissão da Câmara dos Deputados, já excluiu a população carcerária do material projetado aos parlamentares.

Presos não estarão na lista de prioridade da vacina contra coronavírus (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Os detentos, de acordo com a previsão, seriam vacinados na quarta fase do plano nacional, junto de professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

A estimativa do ministério é que cerca de 500 mil presos poderiam receber a vacina no País. No Espírito Santo, a população carcerária é de 22.595, segundo informou a Secretaria de Estado da Justiça.

A decisão do Ministério da Saúde de retirar os detentos do grupo de pessoas prioritárias para receber a vacina não teve o aval da responsável pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato.

Conforme revelação de fontes à reportagem, somente depois que a mudança foi tornada pública é que o comando da pasta pediu que fosse elaborada uma justificativa técnica para excluir os presidiários.

Francieli Fantinato teria dito a pessoas próximas que é contra a medida e que se recusava a elaborar qualquer justificativa para a decisão, segundo essas fontes.

A colegas do ministério, na quarta, ela demonstrou sua contrariedade em relação à decisão. Francieli afirmou que não iria “criar” uma justificativa para embasar a retirada dos detentos do grupo prioritário para receber a vacina.

Internamente, ela comunicou que a manutenção dos presos no plano era “importantíssima” porque eles fazem parte dos chamados grupos de risco.
 

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