- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Economia

Faltam garrafas e preço de bebidas deve subir

Fim de ano chegando e o consumidor já procura bebidas para as festas, mas a tarefa não será tão simples como nos últimos anos. Isso porque ...

Leonardo Leal trocou vidro por garrafas de plástico na cervejaria

Última atualização

Leonardo Leal trocou vidro por garrafas de plástico na cervejaria (Foto: Acervo pessoal)

Fim de ano chegando e o consumidor já procura bebidas para as festas, mas a tarefa não será tão simples como nos últimos anos. Isso porque fabricantes de cerveja e vinícolas estão tendo dificuldades para encontrar garrafas.

Com isso, a tendência é de que bebidas mais requisitadas, como vinho, cerveja e espumante importado, fiquem mais caras neste mês.

Especialistas do setor afirmam que a demanda de bebidas, que cresceu desde o início do isolamento social provocado pela pandemia, e a redução da oferta resultaram na escassez de matérias-primas, como os recipientes de vidro, e de ingredientes para os produtos.

A presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral do Estado (Sindibebidas-ES), Juliana Reggiani, confirma a escassez de matérias-primas.

“As cervejarias artesanais estão sem lúpulo e malte, matérias-primas que vêm de fora do País. As garrafas de vidro são feitas no Brasil, mas por fábricas estrangeiras”, explicou Juliana.

Com a alta do dólar, os insumos estão mais caros, e o aumento de preço da cerveja consequentemente chega ao bolso do consumidor. “Por causa da moeda estrangeira, e da procura, que é grande nesta época do ano, os vinhos e espumantes importados também estarão mais caros”, avisa Juliana.

Diretor administrativo do Sindibebidas-ES e dono de uma cervejaria, Leonardo Leal disse que chegou a importar garrafas.

“Essa solução não deu conta da demanda. Por isso, desde junho, passamos a entregar o produto em garrafas de plástico”.

Como o plástico é mais barato, os preços do produto não foram alterados. “A diferença é que o plástico não passa pelo processo de pasteurização para conservar o produto por mais tempo, como é feito com o vidro”, acrescentou Leal. “Por isso, nosso chope deve ser mantido refrigerado”.

Assim que os estoques forem reabastecidos, o empresário afirmou que vai utilizar as duas formas, garrafas de vidro e de plástico, para armazenar cerveja.


ENTENDA


  • Durante o isolamento social, consumo de bebidas aumentou.
  • No auge da pandemia da Covid-19, fábricas fecharam as portas.
  • A procura superou a oferta de produtos.
  • Como as matérias-primas são cotadas em moeda estrangeira, elas ficaram mais caras com a alta cotação do dólar.
  • No fim de ano, o consumo de bebidas alcoólicas é sempre alto.
  • Com garrafas de vidro, malte e lúpulo mais caros e em falta, cervejas, vinhos e espumantes também aumentam de preço.
Fonte: Sindicerv e Sindibebidas-ES

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.