Menos de uma semana bastou para o filme “Minha Vida em Marte”, estrelado por Mônica Martelli e Paulo Gustavo, chegar a 1 milhão de espectadores nos cinemas nacionais. O motivo: um humor que agrada aos brasileiros, típico da televisão, mesmo que o filme peque em outros aspectos importantes.

Falando nisso, o que falta mesmo é ousadia. O roteiro acaba apostando no que o cinema nacional sabe que dá certo. Em muito se parece com sucessos já consagrados, como “De pernas para o ar”, com cenas em sexy shop e no exterior. Se no primeiro longa-metragem, a história se desenrola graças ao fato daqueles personagens serem “novos” ao espectador; no segundo, se aposta em viagens internacionais para trazer um plano de fundo diferente ao enredo, já que se repete muita do que deu certo na primeira vez.

Algumas piadas não funcionam tão bem, como toda a parte do aniversário da filha de Fernanda. Mas outras, sim, a exemplo da sequência do funeral. Mesmo se mantendo entre os grandes nomes do cinema nacional depois de “Minha Mãe é uma peça” (2013), Paulo Gustavo não chega a roubar totalmente a cena desta vez, porque Mônica Martelli é uma boa atriz e é a protagonista. Mas é ele quem detém o carisma que tem levado muita gente ao cinema. Tanto que também aparece no cartaz do filme.
Se terá uma sequência? Se depender dos números, provavelmente, e isto já é sinônimo de sucesso para o mercado cinematográfico. Mas se depender da história, uma sequência parece ser mais complicado.
