Não deve chover até o fim de janeiro em todo o Espírito Santo, segundo as previsões do Climatempo. Mesmo com medição de chuvas altas previstas para janeiro, o verão capixaba só teve 5% do que estava previsto para esta época do ano.
Este sábado (19), por exemplo, não tem chance de chuva em Vitória, e a temperatura máxima será de 34ºC e a mínima é 23ºC. De acordo com o Climatempo, a falta de chuvas é consequência de um sistema de alta pressão na costa marítima ao longo do Sudeste brasileiro, que impediu chuvas também em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Não há previsão de quando esse sistema deve deixar a costa. O sistema impede a formação e entrada de nuvens de chuva no Estado e faz chover forte no Sul do país, onde o clima é mais ameno.
Os níveis dos rios Jucu e Santa Maria da Vitória, que abastecem de água a Grande Vitória, estão abaixo do esperado para esta época, de acordo com boletim semanal de vazão da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh). “Apesar da previsão e do boletim, está descartado qualquer risco de desabastecimento de água no Estado”, afirmou o diretor-presidente da Agerh, Fábio Ahrnet.
Segundo ele, a baixa nos rios obedece a uma normalidade de alguns dias sem chuva. “A água no subsolo acaba sustentando o volume de água no rio. Se você passa por períodos mais prolongados, essa água abaixa muito e pode provocar alerta, mas não é o caso”.
O meteorologista do Climatempo César Soares disse que o forte calor neste começo de ano é um indício do fenômeno meteorológico El Niño, que eleva as temperaturas no Sudeste. “A confirmação do El Niño só vai acontecer na semana que vem pelos institutos americanos e australianos que medem a temperatura das águas do Pacífico”, explicou.
O El Niño é o aumento em 0,5ºC das águas do oceano Pacífico que margeiam a costa oeste do continente sul-americano, na saída para o mar do Chile, Peru e Equador. “O fenômeno do El Niño provoca mais chuvas na região Sul do Brasil, menos chuva na região norte da Amazônia e menos chuva de verão no norte do Nordeste, como nas capitais Natal e Teresina”, afirmou Soares.
A partir da verificação de todos os indícios, a chegada do El Niño é apenas uma questão de tempo. “Ele joga todo o ar polar para o Sul. Se não tem esse jato polar, há dificuldades pra chegar chuva”, revelou.