“As buscas estão suspensas até segundo aviso. O mau tempo torna a tarefa muito difícil e arriscada para os membros da equipe de resgate, que são todos voluntários”, explicou o porta-voz do Centro Andino El Chalten – que faz socorro na região -, que não quis se identificar.
Em conversa com o Jornal A Tribuna, o porta-voz deu detalhes da situação no monte Fitz Roy, na fronteira entre a Argentina e o Chile, região na qual o capixaba Fabrício Amaral e o mineiro Leandro Ianotta desapareceram.
De acordo com o argentino, as buscas começaram no sábado, logo que não houve notícias da dupla. “30 socorristas começaram a subir em más condições climáticas quando um deles sofreu uma queda de 30 metros e teve que ser retirado com urgência. Um grupo pequeno continuou subindo, mas o mau tempo os fez voltar. Então, até que as condições de resgate melhorem, as buscas estão suspensas”, frisou o porta-voz.
Entenda o caso
O capixaba Fabrício Amaral e o mineiro Leandro Ianotta estão desaparecidos desde sexta-feira (18), após tentaram escalar o monte Fitz Roy, na fronteira entre a Argentina e o Chile.
De acordo com o portal Revista Blog de Escalada, a coordenadora de operações de resgate da Comisión de Auxilio de El Chaltén, Carolina Codó, afirmou que a equipe sairia na noite desta segunda-feira (21) para buscas.
Os montanhistas brasileiros entraram no Parques Nacionales e pretendiam voltar no domingo. A última vez que foram vistos foi por volta do meio dia, antes do tempo piorar. De acordo com Codó, a chance de encontrar os dois com vida é cada vez mais escassa porque eles ficaram quatro noites com condições climáticas ruins na montanha e sem equipamentos suficientes para o frio.
Ianotta fez uma publicação no Instagram e disse que os dois já tentaram fazer a escalada dias anteriores, mas não conseguiram por conta do vento e da neve.