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Polícia investiga venda de superdrogas nas baladas

Encontradas na forma de comprimidos, pó, fumo e substâncias líquidas, superdrogas fabricadas em laboratórios clandestinos espalhados pelo mundo estão ...

Delegado Fabrício Dutra exibe drogas apreendidas pela polícia: “Estamos investigando quem traz e distribui”

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Delegado Fabrício Dutra exibe drogas apreendidas pela polícia: “Estamos investigando quem traz e distribui” (Foto: Beto Morais/AT)Encontradas na forma de comprimidos, pó, fumo e substâncias líquidas, superdrogas fabricadas em laboratórios clandestinos espalhados pelo mundo estão no radar do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil capixaba.

De acordo com o titular do Denarc, delegado Fabrício Dutra, a polícia investiga a venda de pelo menos 10 diferentes entorpecentes nas baladas da Grande Vitória. São eles: maconha sintética, skunk, LSD, MD, nbome, ecstasy, pó de anjo, gota, DOB e special-K.

No dia 8 de janeiro, a polícia prendeu o servidor do Detran Rafael Régis Pereira, 31, acusado de cultivar pelo menos 200 pés de skunk, espécie de maconha sete vezes mais potente que a tradicional. À polícia, o acusado teria dito que a erva seria vendida em festas em bairros nobres de Vila Velha.

Em 2018, a Polícia Civil apreendeu 900 pílulas de drogas sintéticas no Estado. No mesmo ano, a Polícia Federal apreendeu 940 pontos de LSD e 170 comprimidos de ecstasy.

“Essas são as drogas da moda no verão. Têm alto poder alucinógeno e são mais potentes até que heroína. Elas são bastante consumidas por jovens, principalmente, nas baladas. Estamos investigando quem traz e distribui esses entorpecentes aqui”, afirmou o delegado Dutra.

Ele também informou que as drogas sintéticas têm como base substâncias usadas na fabricação de anestésicos e estimulantes.

“Os bandidos alteram as fórmulas e, com o que poderia ser um remédio, criam as superdrogas”.
Quando são apreendidos, os entorpecentes passam pela análise de peritos do laboratório de química legal do Estado. No entanto, é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determina o que é ou não considerado ilícito.

“Os bandidos mudam as fórmulas para aumentar os efeitos e não serem pegos pela polícia. Estamos atentos, porque já houve casos em outros estados em que as drogas não foram apreendidas por ainda não estarem proibidas”, contou Dutra.

A Secretaria de Estado da Justiça informou que, em dezembro de 2018, havia 5.904 presos por tráfico de drogas no Espírito Santo.

 (Foto: Jornal A Tribuna) (Foto: Jornal A Tribuna) (Foto: Jornal A Tribuna) (Foto: Jornal A Tribuna)

Anvisa vai atualizar lista

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai atualizar a lista de substâncias que são consideradas ilegais no Brasil ainda neste ano. A data, no entanto, não foi informada.

A Portaria n° 344/1998, do Ministério da Saúde, é a norma sanitária que dispõe sobre as medidas de controle para substâncias entorpecentes, precursoras e psicotrópicas.

A última alteração na portaria foi realizada em dezembro do ano passado, quando foram incluídas quatro substâncias psicotrópicas, que atuam sobre o sistema nervoso central do organismo humano.

Por nota, o órgão explicou que o procedimento de atualização da lista pode ter início a partir de solicitação de órgãos policiais, Ministério Público, órgãos legislativos, Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad).

A Anvisa também pode dar início ao procedimento a partir do registro de novos medicamentos, com base em informações veiculadas na mídia ou após identificar risco de alguma substância.

A agência ainda monitora o surgimento de novas drogas em outros países para atualizar a Portaria n° 344/1998.

 (Foto: Jornal A Tribuna)

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