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“Foram oito horas de pânico”, diz resgatado após cair em cachoeira de Matilde

Enquanto lutava contra a força da água e tentava superar o desafio por não saber nadar, o vigilante Francisco Santiago, 47, chegou a perder a ...

Última atualização

Enquanto lutava contra a força da água e tentava superar o desafio por não saber nadar, o vigilante Francisco Santiago, 47, chegou a perder a esperança em ser resgatado: “pensavam que eu estava morto”. Após cair do alto de uma pedra na Cachoeira de Matilde, no último domingo, ele só foi retirado de lá depois de oito horas. “Foram momentos de pânico”, conta.

Francisco estava com a namorada, o filho e a nora visitando pela primeira vez a famosa cachoeira localizada em Alfredo Chaves. Depois de tirar fotos na área de visitantes, o vigilante ultrapassou o limite permitido por volta das 10h para chegar mais próximo da queda d’água. “Não pensei que fosse perigoso, pois vi crianças lá”, explicou.

Ao tentar subir em uma pedra, no entanto, ele acabou escorregando e caiu de cabeça na água, numa queda de quase cinco metros. Sem saber nadar, Francisco ficou submerso por cerca de um minuto, que parecia ter durado uma eternidade, como ele relata. A força da água o jogou para trás da cascata e ele foi parar em cima de uma pedra. Por lá, ele ficou por oito horas.

“Fiquei em pânico. Comecei a gritar socorro, mas ninguém ouvia por causa do barulho. Cheguei a perder a voz de tanto gritar. Perdi a noção do tempo, não sabia que horas eram. Consegui ficar sentado, mas a água batia no meu peito. Ninguém aparecia, então comecei a pensar: acham que estou morto. Foi quando comecei a sentir frio e perdi a esperança. Tive muito medo”, relata.

De fato, quem estava na cachoeira já não acreditava mais que Francisco pudesse estar vivo, inclusive o Corpo de Bombeiros, segundo o tenente-coronel Carlos Wagner Borges. “Nosso trabalho era para localizar o corpo dele. Fizemos isso por seis horas. Não conseguimos encontrar, mas nossa equipe não desistiu”, afirmou Borges.

Os bombeiros só perceberam que Francisco pudesse estar com vida quando ouviram um barulho vindo das pedras. Com isso, toda cachoeira foi isolada para garantir mais silêncio. Minutos depois, Francisco viu descer por uma corda um capacete amarelo, com uma frase escrita: “Vista o capacete e solte a corda”.

Os bombeiros – que haviam jogado com o capacete por sete vezes – puxaram a corda vazia. “O cara está lá! Estou arrepiado”, disse um dos bombeiros em vídeo divulgado pela corporação. A sensação de alívio também veio de Francisco. “Dei graças a Deus”, contou.

Com confirmação de que o vigilante estava vivo, os bombeiros seguiram com o resgate, enviando uma outra corda, desta vez com o colete salva-vidas. Por ela, Francisco foi puxado pela água. “Abracei os bombeiros e comecei a chorar. Agradeci muito a eles e a Deus. Fiquei muito feliz por estar vivo. Agora, vou viver uma nova vida. E prometi a minha mãe que nunca mais vou em cachoeira”.

A matéria completa você pode conferir no Jornal A Tribuna desta quarta-feira (30).

Confira o vídeo do resgate publicado pelo Corpo de Bombeiros, em sua página do facebook:
 

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