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A reinvenção e os desafios na educação brasileira

As deficiências estão em todos os níveis educacionais: ano passado, por exemplo, somente 59,2% dos jovens até 19 anos concluíram o ensino médio. As ...

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As deficiências estão em todos os níveis educacionais: ano passado, por exemplo, somente 59,2% dos jovens até 19 anos concluíram o ensino médio. As metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE) são incógnitas se serão, de fato, cumpridas – na pré-escola todas as crianças de quatro e cinco anos deviam estar matriculadas desde 2016, e o déficit hoje é de mais de 500 mil.

Enquanto no setor público o governo busca formas de ampliar o acesso ao ensino e de criar formas de conceder um serviço de melhor qualidade, como o case da Escola Viva no Espírito Santo, as instituições privadas já começaram a colher os frutos da reinvenção de seus processos e do modo “educar”, com foco em transformação digital, novos tipos de aprendizagem e investimentos sólidos em estrutura e corpo docente.

Somente no Estado são mais de 210 mil alunos em mais de 320 instituições. Tivemos em 2018 dois resultados que comprovaram que esse movimento vem, de fato, surtindo efeito. O primeiro foi o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que garantiu o primeiro lugar ao Espírito Santo no ensino médio do País. Um feito que teve (e muito) a contribuição das escolas particulares.

No quinto ano, enquanto as escolas privadas do Brasil tiveram média de 7,1, enquanto as capixabas atingiram 7,8. Somando as públicas e particulares do Espírito Santo, esse número foi 6. Já no nono ano, a média do País foi de 6,35; entre as privadas do Estado foi de 6,85, enquanto que no somatório (público e particular) foi de 4,72.

No ensino médio, as escolas privadas brasileiras tiveram média de 5,8, e as capixabas, de 6,1. Enquanto a média das instituições públicas e privadas do Estado foi de 4,4. Muito importante observar a participação das escolas particulares na média final do Ideb do Espírito Santo. E há ainda muito o que melhorar.

Outro resultado positivo para a educação capixaba saiu no último mês de dezembro, conforme resultado divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), dentro do conceito do Índice Geral dos Cursos (IGC): das 2.065 instituições avaliadas, 35 receberam a nota máxima, sendo duas no Espírito Santo. Além disso, é no Estado onde se encontra a melhor universidade particular do País e também o melhor centro universitário do Brasil.

As instituições privadas de ensino comemoram os últimos feitos, mas há muito ainda o que ser feito. Não há como fugir mais, por exemplo, da tecnologia. Não falo apenas de salas de aulas conectadas ou gadgets tecnológicos, mas de investimentos em metodologias pedagógicas, em processos, em Business Inteligence em todas as fases da gestão educacional.

Há ainda outros passos a serem dados nos processos de aprendizado: o professor tem que ser visto como uma guia na jornada de expansão do conhecimento. Vivemos na época do trabalho em equipe, do estímulo ao pensamento criativo e da superação de desafios. São grandes mudanças para o desenvolvimento das novas gerações do futuro do nosso País.

Moacir Lellis é presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES)

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